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Posted: March 16, 2013 in Cinema



Papa
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Papa da Igreja Católica
Papado
Emblem of the Papacy SE.svg
Card. Jorge Bergoglio SJ, 2008.jpg
Atual Papa:
Papa Francisco
Desde 13 de março de 2013
Pronome de tratamento: Sua Santidade
Santo Padre
Residência: Vaticano
Primeiro Papa: São Pedro
Formação: Século I
Christian cross.svg
Igreja Católica
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Papa (possivelmente provém do latim “Papa”, do grego πάππας,[1] Pappas[2] uma palavra carinhosa para pai) é o Bispo de Roma, e como tal, é o líder mundial da Igreja Católica. O atual pontífice é o Papa Francisco,[3] que foi eleito no conclave que terminou em 13 de março de 2013.[4]

O Papa é eleito pelo Colégio dos Cardeais,[5] e seu posto é vitalício.[6] Seu cargo eclesiástico é chamado de Papado e sua sede de “Santa Sé”, o papa também é o Chefe de Estado da Cidade do Vaticano,[7] uma cidade-estado soberana enclavada por Roma. A religião católica acredita que Jesus designou São Pedro como “pastor” e “rocha” da Igreja, chefiando-a,[8][9] e os Papas, como seus sucessores, possuem autoridade para governar a Igreja e a fé católica, e infalibilidade para ensinar e definir os pontos centrais da doutrina cristã.[10][11][12]

O papado é uma das instituições mais duradouras do mundo, e teve uma participação proeminente na história da humanidade.[13] Os papas na Antiguidade auxiliaram na propagação do cristianismo e a resolver diversas disputas doutrinárias.[14] Na Idade Média eles desempenharam um papel secular importante na Europa Ocidental, muitas vezes, servindo de árbitros entre os monarcas e evitando diversas guerras na Europa.[15][16] Atualmente, para além da expansão e doutrina da fé cristã, os Papas se dedicam ao ecumenismo, e diálogo inter-religioso, a trabalhos de caridade e à defesa dos direitos humanos.[17][18]
Índice

1 Estatuto de autoridade sacra e espiritual
1.1 Funções dogmáticas
1.2 Funções e direitos ordinários
1.2.1 Funções legislativas
1.2.2 Funções judiciárias
1.2.3 Funções executivas
1.3 Rotina e cotidiano
2 Status de autoridade secular
3 História
3.1 Controvérsias sobre acontecimentos históricos
3.2 Cristianismo primitivo (c. 30-325)
3.3 Primeiro Concílio de Niceia e Grande Cisma do Oriente (325 – 1054)
3.4 Baixa Idade Média
3.5 Idade Moderna e Contemporânea
4 Eleição, morte e abdicação
4.1 Eleição
4.1.1 História
4.1.2 Procedimentos atuais
4.2 Morte
4.3 Abdicação
5 Títulos
5.1 Papa
5.2 Vigário de Cristo
5.3 Pontífice
5.4 Servo dos Servos de Deus
5.5 Outros títulos
5.6 Assinatura
6 Paramentos e insígnias
6.1 Tiara
6.2 Pálio
6.3 Brasões pessoais
6.4 Anel do Pescador
6.5 Sede gestatória e papamóvel
6.6 Outras insígnias
7 Residência e competência
8 Decretos e documentos
9 Antipapas
10 Outros papas
10.1 Na Igreja Católica
10.2 Nas Igrejas Orientais
11 Cultura popular, mídia e ficção
12 Críticas e objeções ao papado
12.1 Críticas gerais
12.2 Outras religiões cristãs
12.2.1 Igrejas Ortodoxa, Vétero-Católica e Sedevacantistas
12.2.2 Igrejas protestantes
13 Pontificados por tempo de duração
13.1 Pontificados mais longos
13.2 Pontificados mais curtos
14 Nacionalidade e quantidade de papas
15 Notas
16 Referências
17 Bibliografia
18 Ver também

Estatuto de autoridade sacra e espiritual
Funções dogmáticas
Ver artigo principal: Primazia e Infalibilidade papal

O estatuto e a autoridade do Papa na Igreja Católica, tais como sua primazia e infalibilidade, foi dogmaticamente definido pelo Concílio Vaticano I, em 18 de julho de 1870, na Constituição dogmática Pastor Aeternus, que estabeleceu os seguintes cânones:[19]

Se, pois, alguém disser que o Apóstolo S. Pedro não foi constituído por Jesus Cristo príncipe de todos os Apóstolos e chefe visível de toda a Igreja militante; ou disser que ele não recebeu direta e imediatamente do mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo o primado de verdadeira e própria jurisdição, mas apenas o primado de honra – seja excomungado.
Se, portanto, alguém negar ser de direito divino e por instituição do próprio Cristo que S. Pedro tem perpétuos sucessores no primado da Igreja universal; ou que o Romano Pontífice não é o sucessor de S. Pedro no mesmo primado – seja excomungado.
Se, pois alguém disser que ao Romano Pontífice cabe apenas o ofício de inspeção ou direção, mas não o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda a Igreja, não só nas coisas referentes à fé e aos costumes, mas também nas que se referem à disciplina e ao governo da Igreja, espalhada por todo o mundo; ou disser que ele só goza da parte principal deste supremo poder, e não de toda a sua plenitude; ou disser que este seu poder não é ordinário e imediato, quer sobre todas e cada uma das igrejas quer sobre todos e cada um dos pastores e fiéis – seja excomungado.
Por isso Nós, apegando-nos à Tradição recebida desde o início da fé cristã, para a glória de Deus, nosso Salvador, para exaltação da religião católica, e para a salvação dos povos cristãos, com a aprovação do Sagrado Concílio, ensinamos e definimos como dogma divinamente revelado que o Romano Pontífice, quando fala ex cathedra, isto é, quando, no desempenho do ministério de pastor e doutor de todos os cristãos, define com sua suprema autoridade apostólica alguma doutrina referente à fé e à moral para toda a Igreja, em virtude da assistência divina prometida a ele na pessoa de São Pedro, goza daquela infalibilidade com a qual Cristo quis munir a sua Igreja quando define alguma doutrina sobre a fé e a moral; e que, portanto, tais declarações do Romano Pontífice são por si mesmas, e não apenas em virtude do consenso da Igreja, irreformáveis. Se, porém, alguém ousar contrariar esta nossa definição, o que Deus não permita, – seja excomungado.

Funções e direitos ordinários

Na Igreja Católica, “para exercer o poder supremo, pleno e imediato (…), o Romano Pontífice vale-se dos dicastérios da Cúria Romana. Estes, por conseguinte, em nome e com a autoridade dele, exercem seu ofício para o bem das Igrejas e em serviço dos Sagrados Pastores”.[20] Os funcionários da Cúria são principalmente Cardeais e Bispos-titulares, especialistas em teologia e outras matérias eclesiásticas, provenientes de várias partes do mundo.
Funções legislativas

O Papa como legislador, doutor e mestre supremo de toda a Igreja, têm autoridade sobre questões canônicas e litúrgicas, podendo interpretar, legislar, alterar, e revogar as leis canônicas estabelecidas por seus antecessores. O pontífice também deve determinar o que deve ser acreditado por todos os fiéis, prescrevendo credos e determinando quem e quando, deve fazer uma explícita profissão de fé, bem como prescrever livros religiosos de instrução, para os fiéis, como o Catecismo, assim, por exemplo, Clemente XIII recomendou o Catecismo Romano, a todos os bispos,[8] e João Paulo II, o Catecismo da Igreja Católica, a todos os cristãos.[21]

O Papa goza da suprema autoridade, e desde o Concílio de Trento, de autoridade exclusiva, de regulamentar a adoração à Deus, deste modo ele pode prescrever livros, cerimonial e serviços litúrgicos, e estabelecer regras em relação à piedade popular, e as datas festivas. O rito e a liturgia de Roma, utilizada na maior parte da Igreja Católica, desenvolvida pelo papado ao longo da história “tornou-se modelo e padrão para a futura formação da missa em geral. Este modelo terá impacto até a missa da última paróquia rural e até o rito da missa privada”.[22] O rito romano atualmente possuí duas formas distintas de missa e sacramentos, a “forma extraordinária”, editada pelo Papa São Pio V em 1570, pela bula Quo Primum, e a “forma ordinária” ou comum, editada pelo Papa Paulo VI em 1969, pela bula Missale Romanum.[23] Neste ponto, o papa é auxiliado pela Congregação para o Culto Divino.

A canonização de um santo é reservada apenas para o papa, que após um minucioso processo de investigação, realizado pela Congregação para as Causas dos Santos sobre a santidade de uma pessoa, autoriza sua veneração, sendo comumente considerado um exercício de infalibilidade pontifícia.[24]
Funções judiciárias

Em virtude de sua autoridade judiciária, o papa pode decidir sobre as “causae majores”, isto é, os processos que tratam de assuntos importantes na Igreja, como conflitos entre jurisdição de bispos e acusações de irregularidades praticadas por algum prelado, também podendo lidar com “causae minores”. Em ambos os casos é ajudado pelo Tribunal da Rota Romana e pelo Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica. O papa pode infligir punições e censuras quer por via judicial ou por leis.[8]

O pontífice deve tomar medidas para a preservação da fé e da moral, que se expõe no direito de condenar proposições como sendo heréticas ou merecedoras de algum grau menor de censura, e interpretar autenticamente a lei natural, assim, ele pode determinar se é legal ou ilegal determinadas práticas sociais em relação a vida familiar, à prática de usura e etc.[8] Nessas funções o papa é auxiliado principalmente pela Congregação para a Doutrina da Fé.[25]
Funções executivas
Para manter contato com clérigos e comunidades católicas, os papas concedem audiências. Cônegos Regulares da Ordem da Santa Cruz dos Países Baixos são recebidos pelo Papa Pio XII.

Como o governador da Igreja, o Papa tem o direito sobre todas as nomeações para os seus cargos, somente ele pode nomear bispos e prelados, ou caso a nomeação tenha sido concedida a outros, ele deve confirmá-la (como ocorre nas Igrejas orientais católicas em que os prelados são eleitos por um sínodo). Além disso, só ele pode mover bispos de uma sé para outra, aceitar a sua demissão ou aposentadoria, e pode, onde existe causa grave, depô-los. Somente o Papa pode criar dioceses e dividir as existentes, bem como aprovar novas ordens religiosas e se julgar conveniente, isentá-las da autoridade de Ordinários locais. Somente ele pode convocar um concílio ecumênico, e para que as suas decisões entrem em vigor, elas precisam de sua autorização.[8] Os prelados devem informar ao pontífice, em algumas ocasiões, sobre o estado de suas dioceses, esse direito é exercido através de legados ou por convocação dos bispos para irem a Roma. Atualmente esta prerrogativa é desempenhada através da visita ad limina, pela qual todos os bispos visitam o papa uma vez a cada cinco anos,[26] bem como pelo “Sínodo dos Bispos”, instituído pelo Concílio Vaticano II, que reúne o episcopado católico em Roma, a cada três anos.[27] O papa é ajudado no governo da Igreja pelas Congregações para o Clero, para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica e para os Bispos.

Uma vez que o Papa goza do supremo poder em questões espirituais, este “não pode ser julgado por ninguém”, a não ser, pelo próprio Deus, e que portanto, em matéria espiritual, o pontífice tem o direito exclusivo de julgar as supremas autoridades do Estado, bem como as eclesiásticas.[28] O papa também, por jure divino de seu cargo, tem o direito à livre relação com todos os pastores e os fiéis, sendo portando, qualquer tentativa de limitá-lo e impedido-lo, considerada uma violação de um direito sagrado. Ele também organiza as missões evangelizadoras em todo o mundo, através da Congregação para a Evangelização dos Povos; e somente ele pode estabelecer uma universidade eclesiástica ou pontifícia, possuindo seus respectivos estatutos e privilégios canônicos por meio da Congregação para a Educação Católica.[8] O Papa também administra os bens materiais da Igreja, e tem o direito de impor dízimos sobre o clero e os fiéis para propósitos eclesiásticos.[8]

O pontífice também pode absolver e dispensar os fiéis de censuras e do cumprimento de certas leis eclesiásticas, e pode conceder privilégios e isenções em relação a elas, assim ele pode: dispensar um clérigo de seus votos religiosos, conceder a padres o privilégio de administrar a confirmação, e abençoar o óleo da unção dos enfermos e dos catecúmenos (direitos originalmente pertencentes só aos bispos), e despachar nulidades ou impedimentos canônicos para o matrimônio.[8] O papa também pode conceder indulgências aos cristãos, anteriormente os bispos também podiam fazê-lo, mas para evitar abusos, esse direito foi reservado ao pontífice.[29] Tradicionalmente a cada cinquenta anos, o papa declara um jubileu, concedendo nessa ocasião uma indulgência extraordinária para os fiéis que visitarem Roma.[30] Nesses pontos o pontífice é auxiliado pela Penitenciaria Apostólica.[31] O Papa João Paulo II também instituiu em 1985 o Dia Mundial da Juventude – um “encontro mundial com o Papa”, para os jovens de todo o mundo, que é então celebrado a cada dois ou três anos, em uma cidade específica.[32]
Rotina e cotidiano
O Papa Bento XVI na janela dos Apartamentos Papais na oração dominical do Angelus. 2007.

Atualmente o papa reside nos Apartamentos Papais no Palácio do Vaticano, sua rotina e agenda diariamente exigem mais de dezesseis horas de trabalho.[33] Bento XVI acorda as 06:00 da manhã, e 6:50 começa as orações matinais e uma missa privada diária em sua capela particular.[34][35][36] As 08:00 o papa toma café da manhã e as 09:00 em sua biblioteca pessoal inicia o estudo privado e a análise dos assuntos eclesiásticos.[34] As 11:00 na sala de audiências privadas o pontífice recebe convidados, como chefes de Estado, bispos, cardeais, personalidades e outros.[35] Bento XVI almoça das 13:30 as 14:00 e então caminha e medita rezando o terço nos Jardins do Vaticano. Até as 18:00 o papa tem reuniões com clérigos sobre questões administrativas e com o Secretário de Estado Tarcisio Bertone. As 19:00 o papa reza novamente e na próxima hora janta, simultaneamente assistindo a telejornais da Itália ou Alemanha.[34] As 21:00 o papa se dirige para seu quarto, embora comumente trabalhe e reze muitas horas antes de dormir.[34]

As aparições públicas rotineiras do papa no estado do Vaticano são a recitação todo domingo de um discurso seguido da oração do Angelus, no balcão dos apartamentos papais; e a audiência geral de manhã de quarta-feira, aos peregrinos e fiéis, na Praça de São Pedro,[6] ambas seguidas da tradicional bênção papal Urbi et Orbi. O papa também preside as missas na Basílica de São Pedro nos dias santos da Páscoa, de Natal e de Pentecostes, bem como nos Consistórios.

Antes do Concílio Vaticano II, o papa normalmente permanecia apenas no Vaticano, no entanto, após o concílio, ele passou a realizar diversas viagens a outros países para propagar a fé e os princípios cristãos.[17] Uma vez que o Papa não dispõe de um avião pessoal, nas viagens e visitas internacionais ele usa um avião fretado da Alitalia, escoltado por dois caças da Força Aérea Italiana. No Aeroporto Internacional de Roma, em que o pontífice entra no avião, ele é recepcionado pelo exército italiano, que lhe dispõe um helicóptero para a ida e a vinda a Santa Sé.[37]
Status de autoridade secular
Coroação de Carlos Magno pelo Papa Leão III. Afresco na Capela Sistina, de Raphael, em torno de 1516-1517.
Ver artigo principal: Poder temporal e Plenitudo potestatis

A antiguidade do estatuto secular e de condução de assuntos de estado pelos Papas já pode ser observada na atitude do Papa Leão I, em seu confronto com Átila, imperador dos hunos, no século V.[38] Em 754 o líder dos francos Pepino, o Breve doou ao Papa um território que formaria a base dos Estados Pontifícios.[39] No ano 800, o Papa Leão III coroou Carlos Magno como Imperador,[39] passo decisivo para a formação do Sacro Império Romano, a partir daí, tornou-se uma tradição a coroação de governantes europeus pelo Papa, como maneira de conferir legitimidade para o título de “imperador”,[40] até Carlos V no século XVI. Na Idade Média os papas desempenharam um papel secular importante na Europa Ocidental, muitas vezes, servindo de árbitros entre os monarcas e evitando diversas guerras na Europa.[15]

Os Papas exerceram uma proeminente autoridade temporal especialmente como líder espiritual do Sacro Império Romano (mais relevante com Papas como Gregório VII e Alexandre III) e na Renascença (como Alexandre VI e Júlio II). Alguns dos exemplos ao longo da história que atestam essa autoridade são a bula Laudabiliter em 1155 (que autoriza Henrique II de Inglaterra a invadir a Irlanda[41]), a bula Manifestis Probatum que reconhece a independência de Portugal,[42] a bula Inter Caeteras em 1493 (que conduz ao Tratado de Tordesilhas no ano seguinte, dividindo o mundo entre Portugal e Espanha[43]) ou a bula Inter Gravissimas de 1582 (que estabelece o calendário gregoriano,[44] atualmente em uso).

Atualmente o papel secular do Papa traduz-se no exercício de um cargo cerimonial, religioso e diplomático de grande importância. Em 2005, o atual Papa, Bento XVI, foi considerado pela famosa revista Time como sendo uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.[45]
História
Ver artigo principal: História do Papado
Controvérsias sobre acontecimentos históricos
O Martírio de São Pedro
(Santa Maria del Popolo, Roma, Caravaggio, 1600).

Existe grande controvérsia entre os historiadores sobre a história do papado durante o cristianismo primitivo, destacando-se a questão da veracidade do martírio de Pedro e Paulo em Roma; sobre a organização da Igreja Romana no século I e princípio do século II, e o exercício da primazia papal.

Alguns historiadores argumentam que Pedro nunca foi realmente a Roma, e que essa crença se originou somente mais tarde.[46][47] No entanto, outros estudiosos citando os documentos cristãos primitivos (mais proeminentemente, a descrição da morte de Pedro e Paulo em Roma nas cartas de Clemente em c. 96,[48][49] Santo Inácio de Antioquia em c. 107,[50] Dionísio de Corinto entre 166 e 176,[49] e Irineu de Lyon, em torno de 180 d.C.[51]) concluem que Pedro foi de fato martirizado em Roma.[52][53][54][nota 1]

Uma vez que no século I os termos “presbíteros e bispos” eram sinônimos usados para os líderes da igreja local[59][60] submetidos a um apóstolo;[61] muitos argumentam que no final do século I e até a metade do século II, a Igreja Romana não possuía uma organização monoepiscopal (um só Bispo como chefe da igreja local), mas uma forma colegiada de liderança,[46][59][62] sendo que o monoepiscopado começou somente mais tarde, e assim, originalmente o ministério papal não existia. No entanto, outros estudiosos discordam, defendendo que os apóstolos designaram seus sucessores na liderança das igrejas locais (originalmente também chamados de “apóstolos” e no inicio do século II, de “bispos”),[61] como por exemplo, Tito e Timóteo investidos por Paulo de Tarso, e nos escritos posteriores de Clemente de Roma,[63] Inácio,[64][65] e Irineu,[66] que prematuramente atestaram a sucessão linear de Bispos desde a época dos apóstolos.[61]

Alguns historiadores afirmam que os papas primitivos não possuíam direitos ou privilégios primaciais sobre a Igreja Universal, e que as igrejas locais eram independentes,[8] no entanto, uma vez que em muitas ocasiões os Bispos de Roma intervieram em comunidades locais, como Clemente I,[67] ou tentaram estabelecer uma doutrina vinculativa a Igreja Universal como Vítor I (sobre a controvérsia quartodecimana),[68] especialmente a existência de um forte vínculo jurídico entre os bispos primitivos, devido ao uso das “cartas e listas de comunhão”, em que cada igreja local, possuía uma lista dos bispos em comunhão com a Igreja Católica, sendo decisiva a lista da Igreja Romana, e sua aprovação de comunhão,[69] a visão predominante entre os historiadores, é que a Sé e o Bispo de Roma possuíam nesse período uma proeminência em questões relacionadas aos assuntos da Igreja Católica,[14][53][67][70][71][72][73] mas esse papel se desenvolveu e se acentuou profundamente nos séculos seguintes, especialmente a partir do século V e após o XI.[62]
Cristianismo primitivo (c. 30-325)
Ver artigo principal: Papado (Cristianismo primitivo)
Clemente I, considerado o primeiro pai da Igreja e quarto bispo de Roma.
Por Tiepolo, na National Gallery de Londres.

O primeiro documento fornecido por um papa, é de Clemente I no final do século I, em que interveio em uma disputa em Corinto, na Grécia,[74] Clemente foi o primeiro Pai Apostólico da Igreja,[75] fundando o período eclesiástico patrístico, que duraria até o século VIII. No século II os bispos romanos erigiram monumentos aos apóstolos Pedro e Paulo, davam esmolas às igrejas pobres[67] e lutaram contra gnósticos e montanistas na Ásia Menor.[67] No final do mesmo século, o Papa Vítor I ameaça de excomunhão os bispos orientais que continuarem praticando a Páscoa em 14 de Nisã.[68] Nessa época Santo Inácio,[76][77] e algum tempo depois Santo Ireneu,[78] enfatizam a posição única do bispo de Roma. Desde o final do século II, desenvolveu-se o uso de “cartas de comunhão”, em que as administrações de igrejas e bispos locais mantinham listas continuadamente atualizadas, das instituições consideradas em comunhão com a Igreja Católica,[79] cujo principal critério é a união com as igrejas mais antigas, e decididamente com a Igreja de Roma.[79]

No século III os papas preocuparam-se em afirmar a possibilidade do perdão dos pecados, se os fiéis se arrependessem e fizessem penitência (ao contrário do que pregava o novacionismo), como pode ser observado nos decretos de Calisto I e Cornélio I. No final desse século, papas como Estêvão I[80] e Sisto II[81] condenaram o rebatismo, como pregava a heresia do donatismo.

Muitos aspectos da vida dos papas primitivos, especialmente os primeiros, permanece envolta em mistério, como São Lino, que teria sido o segundo papa, cuja vida e ações como Bispo de Roma é incerta e desconhecida.[82] Devido a perseguição aos cristãos pelo Império Romano, os livros da vida dos santos de Roma afirmam que foram mártires todos os Papas dessa época,[83] sendo a maioria dos pontificados curto (embora exista incerteza sobre a morte de muitos Bispos de Roma, cujos relatos de martírio surgiram apenas muito tempo depois de sua morte, como por exemplo, São Clemente I, que viveu no final do século I, mas a história de seu martírio remonta apenas ao século IV).[84]

Alexandria e Antioquia também eram centros importantes para o cristianismo e seus bispos possuíam jurisdição sobre certos territórios. Muitos historiadores tem sugerido que seus poderes especiais provieram do fato de que as três comunidades foram chefiadas por São Pedro (Roma e Antioquia foram, segundo a Sagrada Escritura e Tradição fundadas por Pedro e Alexandria por seu discípulo São Marcos).[85][86]
Primeiro Concílio de Niceia e Grande Cisma do Oriente (325 – 1054)
Papa Gregório, o Grande (c 540-604) que estabeleceu temas medievais na Igreja.
por Carlo Saraceni, pintura de 1610, Roma.

Com a publicação da Édito de Milão em 313 foi concedido liberdade para todas as religiões no Império Romano,[87] iniciando-se a Paz na Igreja. Em 325 o Primeiro Concílio de Niceia condena o arianismo, e dogmatiza o trinitarismo, oficializando também em seu cânon sexto os poderes especiais de Roma, assim como Alexandria e Antioquia.[88] Os papas foram grandes defensores da fé trinitária, como Libério, exilado em Bereia pelo imperador Constâncio II, devido a sua posição nessa matéria,[89] e Dâmaso I que depôs diversos bispos relacionados ao arianismo.[90]

Em 380 a religião católica foi declarada como religião de estado exclusiva do Império Romano.[91][92] Enquanto no Oriente o poder civil controlou a Igreja e o bispo de Constantinopla baseava seu poder no fato de ser bispo da capital e por ser um homem de confiança do Imperador,[93] no Ocidente o bispo de Roma pôde consolidar a influência e o poder que já possuía.[93] Após a queda do Império Romano do Ocidente, as tribos bárbaras se converteram ao arianismo ou ao catolicismo,[94] quando o rei dos francos Clóvis I converteu-se ao catolicismo, aliando-se assim com o papado e os mosteiros, outras tribos como os visigodos seguiram seu exemplo.[94]

São Gregório Magno (c 540-604) é um Papa que representa teologicamente a mudança da perspectiva clássica para a medieval, seus escritos tratam sobre demonologia, angelologia, escatologia e etc.[39] Gregório também iniciou reformas administrativas e organizou missões para evangelizar a Grã-Bretanha.[73] No século VIII a iconoclastia (destruição de imagens religiosas), patrocinada pelos imperadores bizantinos, tornou-se um conflito entre os papas e a Igreja Oriental.[95] Nessa mesma época, buscando proteção contra os lombardos, o Papa Estevão II apelou para os francos para proteger a Igreja,[39] Pepino, o Breve subjugou os lombardos e doou terras italianas ao papa, formando os Estados Pontifícios.[39] Quando o Papa Leão III coroou Carlos Magno (800), os próximos imperadores passaram a ser ungidos por um papa,[39] como demonstração de fidelidade e respeito a Igreja.

No século X os papas envolveram-se em lutas com diversas fações políticas,[39] e em alguns casos foram assassinados ou depostos.[39] Do século V ao XI foram numerosas as rupturas seguidas de reconciliação entre as igrejas do Ocidente e Oriente,[96] provocadas por diferenças entre elas tais como a processão do Espírito Santo (cláusula filioque), o governo eclesiástico (pentarquia e primazia papal), o celibato clerical, o purgatório e outras questões doutrinárias e disciplinares.[97] Em 1054, os legados romanos do Papa Leão IX viajaram para Constantinopla para insistir no reconhecimento da primazia papal,[98] mas o patriarca de Constantinopla se recusou a reconhecer a autoridade papal[99] e se excomungaram mutuamente.[98] Posteriormente a este acontecimento, a separação entre Ocidente e Oriente se desenvolveu quando todos os outros patriarcas orientais apoiaram Constantinopla,[100] dando origem ao Grande Cisma.
Baixa Idade Média
Papa Inocêncio III (1198-1216), o homem mais importante da Europa no século XIII.[101]
Afresco no mosteiro beneditino de Subiaco, Lazio, em torno de 1219.

A partir do século VII passou a ser comum que as monarquias e a nobreza europeias fundassem igrejas e fizessem as investiduras (nomeações) ou deposições dos clérigos dos seus estados e feudos, visando seus interesses pessoais e causando a corrupção clerical.[102][103] Esta prática tornou-se frequente porque muitas vezes os prelados também eram governantes seculares e participantes da vida pública.[104] Para combater esta e outras práticas que corromperam a Igreja, entre os anos 900 e 1050 surgiram centros de reforma eclesiástica, sendo o mais importante a Abadia de Cluny, que espalhou os seus ideais por toda a Europa.[103] Este movimento de reforma ganhou mais força com a eleição do Papa São Gregório VII em 1073, que adotou uma série de medidas no movimento conhecido como Reforma Gregoriana, com o objetivo de lutar radicalmente contra a simonia e os abusos do poder civil e tentar restaurar a disciplina eclesiástica, incluindo o celibato clerical.[90] O conflito entre os papas e os governantes seculares autocráticos, como o Sacro Imperador Romano Henrique IV e o Rei da Inglaterra Henrique I, conhecido como questão das investiduras, só foi resolvido em 1122, pela Concordata de Worms, que decretou que caberia ao papa a investidura espiritual dos prelados e aos governantes seculares a investidura temporal.[102] Pouco depois, o Papa Alexandre III começa as reformas que levariam ao estabelecimento do direito canônico.[73]

Desdo o início do século VII exércitos islâmicos do Califado haviam conquistado grande parte do sul do mar Mediterrâneo, e representavam uma ameaça para a cristandade,[105] assim em 1095, o imperador bizantino Aleixo I pediu ao Papa Urbano II para ajudá-lo militarmente contra as invasões muçulmanas,[106] Urbano no concílio de Clermont convoca a Primeira Cruzada, que se estenderia até a Nona, destinadas a auxiliar o Império Bizantino a retomar os antigos terrítórios cristãos, especialmente Jerusalém.[107] Para regulamentar a maneira como a Igreja lidava com os hereges, em 1233, o Papa Gregório IX instituiu a Inquisição Papal.[108][nota 2]
O Palais des Papes em Avignon, uma das maiores e mais importantes construções góticas medievais,[110] e a sede do papado no século XIV.

De 1309 a 1377 os papas não residiam em Roma, mas em Avignon,[111] nesse período houve uma significativa transformação na organização da Igreja, com a facilitação da centralização de serviços e a adaptação do seu funcionamento às necessidades pontifícias, permitindo criar uma eficaz administração.[112] Quando os papas voltaram a Roma, um antipapa foi instalado em Avignon, culminando no Grande Cisma do Ocidente (1378-1417), posteriormente a divisão foi resolvida com a eleição do Papa Martinho V.[113] O prestígio da Santa Sé foi profundamente afetado com esta crise, o que causou a criação da doutrina conciliar, que sustenta que a autoridade suprema da Igreja se encontra nos concílios ecumênicos e não no papa,[114] sendo efetivamente extinta no século XV.[114]

Durante o Renascimento italiano os papas patrocinaram e incentivaram artistas e intelectuais, tornando-se importantes mecenas,[102] tais como o Papa Júlio II e o Papa Leão X, que contrataram artistas como Leonardo da Vinci e Michelangelo.[102] Nessa época a simonia e o nepotismo foi muito difundido entre as principais lideranças da Igreja,[107] como consequência, homens ricos e mundanos como Rodrigo Borgia (Papa Alexandre VI) puderam ser eleitos para o papado.[107][73]
Idade Moderna e Contemporânea
O Concílio de Trento na Basílica de Santa Maria Maggiore; nos assentos na extrema direita estão os cardeais, representantes do papa, presidindo-o. O Concílio de Trento e a Reforma foram comandadas pelos papas.
Museo do Palácio de Buonconsiglio, Trento.

A Reforma Protestante, iniciada a partir de 1517, desconsiderou e combateu diversas doutrinas e dogmas católicos, e provocou um dos maiores cismas do cristianismo.[115][116] Como retaliação os papas instituíram a Reforma Católica[14] (1560-1648), que lutou contra as contestações protestantes e instituiu várias reformas internas e clarificações doutrinais. O evento mais significativo da reforma católica foi a convocação do Concílio de Trento (1545-1563),[117] pelo Papa Paulo III (1534-1549).

Durante as reformas religiosas, missionários e exploradores europeus, espalharam o catolicismo para a América, Ásia, África e Oceania, sendo as missões evangelizadoras patrocinadas pelos papas, através de novas instituições reformadas, como a Companhia de Jesus e a Congregação de Propaganda Fidei. Os pontífices também tiveram um papel importante na Colonização das Américas, como por exemplo, o Papa Alexandre VI, que dividiu os direitos e as terras recém-descobertas entre Espanha e Portugal.[118] As monarquias europeias absolutistas porém, instauraram nas recém descobertas colônias, o sistema do padroado, em que as autoridades estaduais controlavam compromissos clericais, e o contato direto com a Santa Sé e o papado não era permitido.[119] Mesmo assim os papas tentaram conter os abusos cometidos contra os índios por exploradores e conquistadores, condenando a escravidão,[120] tais como Urbano VIII (1623-1644),[121] e Bento XIV (1740-1758).[122]

No século XVII, após a ascensão de Napoleão Bonaparte e a eclosão das Guerras Napoleônicas, os Estados Pontifícios foram ocupados e extintos pela França,[17] as revoltas do povo romano contra os franceses foram esmagadas[17] e o Papa Pio VII preso em Savona e depois na França.[17] Com o Congresso de Viena, os Estados Pontifícios foram recriados, e extintos novamente em 1870 por Victor Emmanuel II, no âmbito da unificação da Itália, iniciando-se a Questão Romana.[14] No mesmo ano o Concílio Vaticano I proclamou o primado e infalibilidade papal como dogma.[123]

No século XIX em resposta as inúmeras adversidades sociais, o Papa Gregório XVI, desafiando a soberania espanhola e portuguesa, nomeia seus candidatos próprios como bispos nas colônias, e em 1839 por meio da bula In Supremo Apostolatus condena a escravidão e o tráfico de escravos, e aprova a ordenação de um clero autônomo, apesar do racismo do governo.[73] O Papa Leão XIII em refutação a Revolução Industrial, publicou em 1891 a encíclica Rerum Novarum, estabelecendo a doutrina social da Igreja em que rejeitava o socialismo, mas que defendia a regulamentação das condições de trabalho, o estabelecimento de um salário mínimo e o direito dos trabalhadores de formar sindicatos.[73]
O Papa Paulo VI, durante a abertura de uma das sessões do Concílio Vaticano II, na Basílica de São Pedro, em 1965. Paulo VI encerrou o concílio e implantou suas reformas.

Em 1929, o Tratado de Latrão assinado entre a Itália e o Papa Pio XI estabeleceu a independência do Vaticano, como cidade-estado soberana sob controle do papa, utilizada para apoiar sua independência política.[14] Depois de violações da Reichskonkordat de 1933, que havia garantido a Igreja na Alemanha nazista alguma proteção e direitos,[124] o Papa Pio XI emitiu em 1937 a encíclica Mit brennender Sorge,[124] que condenou publicamente a perseguição da Igreja pelos nazistas e sua ideologia de neopaganismo e superioridade racial.[124] Depois que a Segunda Guerra Mundial começou em setembro de 1939, a Igreja condenou a invasão da Polônia e as subsequentes invasões nazistas de 1940.[125] No Holocausto, o Papa Pio XII dirigiu a hierarquia da Igreja para ajudar a proteger os judeus dos nazistas.[107][nota 3]

O Concílio Vaticano II, reunido na década de 1960, intentou modernizar o papel e a ação da Igreja na sociedade. Após a sua conclusão, o Papa Paulo VI e seus sucessores, especialmente o Papa João Paulo II, passaram a ser conhecidos como os “papas peregrinos”, viajando para diversas partes do mundo e dedicando-se além da defesa da fé cristã, ao ecumenismo, ao diálogo inter-religioso, a trabalhos de caridade e a defesa dos direitos humanos.[17][18]
Eleição, morte e abdicação
Eleição
História

O papa originalmente foi eleito pelo clero e povo de Roma, com uma participação dos bispos das cidades próximas.[128] A partir de 1059, a eleição foi reservada ao Colégio dos Cardeais da Igreja Romana. O Papa Urbano VI, eleito em 1378, foi o último papa que não foi um cardeal no momento de sua eleição.[129] Tradicionalmente a votação foi conduzida por aclamação, por seleção (em comissão) ou por votação em plenário. A aclamação foi o procedimento mais simples, em que todos os eleitores presentes por unanimidade proclamam em voz alta o nome do candidato, e foi utilizada pela última vez em 1621. Quando um leigo ou não-bispo era eleito, ele recebia imediatamente a consagração episcopal antes de assumir o pontificado. O Papa João Paulo II aboliu a votação por aclamação e por meio da seleção por comissão, assim, todos os papas serão eleitos por votação integral do Colégio dos Cardeais por cédula eleitoral.[130]

Até 1978 alguns dias após a eleição do papa, era realizada sua coroação, em que o papa era levado em procissão para a Basílica de São Pedro, na Sede gestatória, onde após uma solene missa pontifícia, o novo papa era coroado com a tiara e pronunciava pela primeira vez a bênção Urbi et Orbi (“para a cidade [de Roma] e para o Mundo”). Outra parte importante da coroação era quando um mestre de cerimônias ficaria de joelhos diante do papa, queimando uma mecha de estopa e dizendo três vezes consecutivas, em voz alta “Sancte Pater, sic transit gloria mundi!” (“Santo Padre, assim passa a glória mundana!”).[131][132] Estas palavras serviam como um lembrete da natureza transitória da vida e das honras terrenas.

Durante a história, os papas foram em sua maioria italianos. Antes da eleição do cardeal polonês Karol Wojtyla como o Papa João Paulo II, em 1978, o último pontífice não-italiano foi o Papa Adriano VI da Holanda, eleito em 1522.[133] João Paulo II foi seguido pelo alemão Joseph Ratzinger, que escolheu o nome de Bento XVI, levando alguns a acreditar que a eleição de papas majoritariamente italianos acabou.
Procedimentos atuais
Ver artigo principal: Conclave

Os atuais regulamentos sobre a eleição pontifícia foram promulgados pelo Papa João Paulo II em seu documento de 1996 Universi Dominici Gregis. O período entre a morte de um papa e a eleição de seu sucessor é denominado de sede vacante (“sede vaga”). Durante a “sede vacante”, o Colégio dos Cardeais, composto pelos conselheiros principais do papa e seus assistentes, é coletivamente responsável pelo governo da Igreja e do Vaticano, sob a direção do Camerlengo. No entanto, é proibido especificamente que os cardeais introduzam qualquer inovação no governo da Igreja durante este período. Qualquer decisão que exija o parecer do papa tem que esperar até sua eleição.[130]

A reunião de cardeais para eleger o papa é denominada de “conclave” (assim chamada porque os eleitores estão trancados cum clave [com chaves] até se eleger um novo papa), ocorrendo na Capela Sistina. Três cardeais são escolhidos por sorteio para coletar os votos dos cardeais eleitores ausentes (por motivo de doença), outros três para contar os votos e outros três para fiscalizar sua contagem. As cédulas são distribuídas e cada cardeal eleitor escreve o nome de sua escolha sobre ele e promete em voz alta que é “aquele que em Deus eu acho que deveria ser eleito” antes de dobrar e depositar seu voto em um prato em cima de um cálice grande colocado sobre o altar (no conclave de 2005 uma urna especial foi utilizada para este fim, em vez do cálice e do prato). O prato é então utilizado para que o voto caia no cálice, o que torna difícil para qualquer eleitor inserir cédulas múltiplas. Antes de ser lido, o número de votos é contado, enquanto ainda dobrado, se o número total de cédulas não corresponder ao número de eleitores, as cédulas são queimadas e uma nova votação é realizada. Caso contrário, cada voto é lido em voz alta pelo Cardeal camerlengo, que perfura a cédula com uma agulha e linha, amarrando todas as cédulas em conjunto, garantindo precisão e honestidade. Assim são realizadas votações contínuas até que um Papa seja eleito por uma maioria de dois terços.[6][nota 4]
Habemus Papam da eleição do Papa Martinho V (1415 a 1417) no Concílio de Constança.

Uma vez que os votos são contados e unidos, são queimados em um forno especial na Capela Sistina, com a fumaça escapando através de uma chaminé visível da Praça de São Pedro. As cédulas de uma votação indecisa são queimadas junto com um composto químico para produzir fumaça negra; quando a votação é bem sucedida, as cédulas são queimadas sozinhas, emitindo fumaça branca, anunciando assim a eleição de um novo papa. O Decano do Colégio dos Cardeais, em seguida, se dirige ao cardeal eleito perguntando: “Aceitas a tua eleição canônica para Sumo Pontífice?” Se ele responde “Accepto” (Aceito), ele se torna canonicamente papa naquele instante, caso ele rejeite, uma nova votação é feita.[6] Em seguida o Decano perguntará como ele quer ser chamado, e o novo pontífice então escolhe um nome papal para si.[6]

Os cardeais então se ajoelham e oferecem sua obediência ao novo papa, que em seguida é conduzido para a Capela Paulina para vestir a batina branca papal. Em seguida o Cardeal Diácono anuncia da varanda central da Praça de São Pedro a proclamação Habemus Papam. Ele então anuncia o nome de batismo do novo papa, juntamente com o novo nome papal.[6]
Morte
Ver artigo principal: Exéquias papais
Tumba do Papa Leão XI na Basílica de São Pedro, construída por Alessandro Algardi.

Nos últimos séculos é tradição que quando o Papa morre, o Cardeal Camerlengo confirmar a morte cerimonialmente batendo três vezes um sino, chamando seu nome de nascimento cada vez.[135] Este costume não foi seguido na morte do Papa João Paulo I[135] e provavelmente não foi realizado na morte do Papa João Paulo II. Atualmente é exigido apenas que o Camerlengo declare a morte do Papa na presença do Mestre de Celebrações Litúrgicas Pontifícias, e do Secretário e Chanceler da Câmara Apostólica. O Cardeal Camerlengo, em seguida, recupera o Anel do Pescador usado pelo Papa, que é posteriormente destruído na presença do Colégio dos Cardeais. A tradição teve origem para evitar a falsificação de documentos, mas hoje é meramente um símbolo do fim do pontificado do papa.[136]

Os cardeais deverão tomar providências em relação ao sepultamento do Papa, que tradicionalmente ocorrerá dentro de 4-6 dias após sua morte, dando tempo aos peregrinos para ver o pontífice morto, e é seguido por período de nove dias de luto (conhecido como novemdiales, expressão latina para “nove dias”). A maioria dos túmulos papais existentes estão localizados na Basílica de São Pedro, e outras grandes igrejas de Roma (em especial a Basílica de São João de Latrão, Santa Maria sopra Minerva e Santa Maria Maggiore), ou outras catedrais e igrejas da Itália, França e Alemanha.[137]

Cerca de 100 túmulos papais existem pelo menos parcialmente, o que representa menos da metade dos 264 papas falecidos. De São Pedro até João Paulo II,[138] diversas tumbas foram destruídas por incêndios, reformas nas igrejas e transferência incorreta de seus restos mortais.[137] O estilo das tumbas papais evoluiu consideravelmente ao longo da história, seguindo as tendências e o desenvolvimento dos monumentos da igreja. Notáveis túmulos papais foram feitos por escultores como Michelangelo, Gian Lorenzo Bernini, e Alessandro Algardi.[137]
Abdicação

A abdicação do papa é possibilitada no cânon 332 §2 do Código de Direito Canônico e no cânon 44 §2 do Código de Direito Canônico das Igrejas Orientais. As únicas condições para a validade da renúncia são de que sejam realizadas livremente e manifestadas adequadamente.[139] O direito canônico não especifica qualquer indivíduo ou entidade a quem o Papa deve manifestar a sua abdicação, deixando, talvez, em aberto a possibilidade de fazê-lo à Igreja ou ao mundo em geral. Mas alguns analistas sustentam que o colégio de cardeais, ou pelo menos seu Decano, deve ser informado, já que os cardeais devem estar absolutamente convencidos de que o Papa renunciou para que possam proceder validamente para eleger seu sucessor.[140][141]

O exemplo mais conhecido de renúncia de um Papa é a de Celestino V em 1294. Antes de Bento XVI, o último papa que resignou foi Gregório XII, em 1415. Em junho e julho de 2002 correram boatos de que João Paulo II poderia abdicar devido à sua saúde frágil,[142] no entanto ele refutou as especulações e faleceu como papa em 2005.

No dia 11 de fevereiro de 2013 o Papa Bento XVI anunciou que renunciaria ao papado no dia 28 de fevereiro do mesmo ano, no fim do expediente papal, às 20h00, hora de Roma, alegando fragilidade em sua saúde e idade avançada.[143][4]
Títulos
Ver artigo principal: Títulos do Bispo de Roma

Os títulos do bispo de Roma constituem um direito de honra e não são considerados divinamente instituídos, tendo se modificado no curso da história,[8] sendo sua lista oficial, ditadas pelo Anuário Pontifício em 2009 como: “Bispo de Roma, Vigário de Jesus Cristo, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Sumo Pontífice da Igreja Universal, Primaz da Itália, Arcebispo Metropolitano da Província Romana, Soberano do Estado da Cidade do Vaticano, Servo dos Servos de Deus”.[144]

No entanto, a lista oficial dos títulos não inclui todos os que são usados; bem como, durante a história, os papas portaram diversos outros títulos, às vezes por séculos, e em algum momento foram abandonados.
Papa

O termo “Papa” é o título mais famoso e associado ao Bispo de Roma, sendo usado no protocolo, documentos e assinaturas. Desde o início do século III o título era utilizado como uma expressão de afetuosa veneração tanto para o Bispo de Roma, quanto para os outros bispos do Ocidente.[54] No Oriente inicialmente era usado para sacerdotes,[8] e posteriormente é reservado apenas para o Patriarca de Alexandria.[54]

No fim do século IV a palavra Papa aplicada ao Bispo de Roma começa a exprimir mais do que afetuosa veneração, tende a tornar-se um título específico,[145] tornando-se no século VI firmemente associada aos bispos de Roma,[145] até que no século XI, passa a ser utilizada somente por eles.[8] O termo “papado” (papatu), origina-se apenas em torno do século XII, para referir-se exclusivamente ao sistema eclesiástico governamental do papa.[146]
Vigário de Cristo
Ver artigo principal: Vigário de Cristo
Documento emitido pelo Senado Romano em 1615 que concede o título honorário de cidadão romano a Hasekura Tsunenaga, em que o papa é descrito como “Pontífice de Roma e Pastor da Igreja Católica Universal, pai de todo o mundo, e Vigário de Jesus Cristo, Filho Onipotente de Deus”.[nota 5]
Museu de Sendai.

Vigário de Cristo (em latim Vicarius Christi) é o título mais significativo do papa, implicando sua suprema e universal primazia.[147] Baseai-se na promessa de Mateus 16:19 em que Cristo entrega à Pedro as chaves do reino dos céus. Em todos os países a chave é um símbolo de autoridade. Deste modo, para o catolicismo, as palavras de Cristo são uma promessa que Ele vai conferir a Pedro o poder de governar a Igreja em seu lugar, como seu vigário.[8]

O primeiro registro de um título que reflete um papel do papa como “Vigário” consta em uma carta de 445, do Papa Leão I a Dioscoro de Alexandria, em que designa o Bispo de Roma como “vigário terreno dos sucessores de Pedro”;[148] pouco tempo depois, em 495, os decretos de um sínodo denominam o Papa Gelásio I como “vigário de Cristo”;[62][149] sendo que originalmente na Alta Idade Média existiam diversas variantes desse título, como “Vigário de Pedro” (Vicarius Petri), e outras. A designação de Vigário de Cristo para os papas tornou-se de uso regular a partir do século XIII, devido às reformas empregadas pelo Papa Inocêncio III.[150] Atualmente o Concílio Vaticano II ensina que todos os bispos são “vigários e embaixadores de Cristo”[10] nas suas próprias igrejas locais, enquanto o Papa é vigário de Cristo na Igreja Universal.[149]

Com diferentes significados teológicos e seculares, o título também foi utilizado em uma observação pessoal por Tertuliano no século III para referir-se ao Espírito Santo[151][152] e no cesaropapismo nos séculos V ao IX para referir-se a governantes e autoridades públicas,[153] tais como reis, juízes[153] e mais proeminentemente ao imperador bizantino.[150]
Pontífice

O termo “Pontífice” (Pontifex), cujas variações incluem “Romano Pontífice” ou “Pontífice Romano”, “Supremo Pontífice”, “Soberano Pontífice” e “Pontífice Máximo”, sendo a denominação oficial “Sumo Pontífice” (Summus Pontifex) ou mais completamente, “Sumo Pontífice da Igreja Universal” (Summus Pontifex Ecclesiae Universalis) é um dos títulos oficiais do Papa. Do adjetivo “Pontífice” foram formados os substantivos “pontifício” e “pontifical” (o primeiro referindo-se às cerimônias e instituições ligadas ao papa, e o segundo referindo-se aos bispos em geral).[154] O termo Pontífice Máximo é comumente encontrado em inscrições em edifícios, pinturas, estátuas e moedas sobre os papas, sendo normalmente abreviado como “Pont Max” ou “P M”.[nota 6]
Uma nova porta na Cidade do Vaticano em que está escrito “Benedictus XVI Pont (ifex) Max (imus) Anno Domini MMV Pont (ificatus) I.”, ou seja, “Bento XVI, Pontífice Máximo, no ano de Nosso Senhor de 2005, no primeiro ano de seu pontificado.”

Na Vulgata em Hebreus 5, 1-4, diz-se que determinados sacerdotes seriam pontífices,[156] pontífice significa literalmente “construtor de ponte” (pons + facere), ou sejam, os pontífices são simbolicamente os construtores da ponte entre Deus e os homens,[157] o uso deste termo é justificado porque o pontífice é “(…) constituído a favor dos homens como mediador nas coisas que dizem respeito a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados.”, ou seja, refere-se às funções sacras e evangelizadoras dos sacerdotes. O uso da expressão “sumo pontífice” para o papa é justificado pelo catolicismo nas palavras de Cristo a Pedro, em João 21:15-17, “Apascenta os meus cordeiros… Apascenta os meus cordeiros… Apascenta as minhas ovelhas”, assim Cristo confiou seu rebanho a Pedro, confiando-lhe as mais importantes funções sacerdotais, tornando-o sumo pontífice.

A origem do título é obscura. Originalmente, o título de “Pontifex” era uma palavra latina equivalente a “Sumo Sacerdote”,[nota 7] como pode ser observado em sua tradução em outras línguas, como o grego.[159][160] O termo em grego foi usado no texto da Septuaginta e pelos Apóstolos.[161] Posteriormente, quando Jerônimo de Strídon traduziu a Bíblia para o latim, a Vulgata, o termo pontífice foi definitivamente usado para referir-se ao sumo sacerdote judeu.[162] Uma vez que os bispos cristãos ocuparam o lugar dos sacerdotes judeus[8], desde o século V o título foi usado para descrever bispos notáveis[162], e após o século XI parece que o termo passou a ser utilizado apenas para os papas.[8]

No que se refere individualmente ao termo Pontifex Maximus, era um título do imperador romano desde o reinado de César Augusto, e abdicado por Graciano (375-383),[163][164] como os papas passaram a utilizar o título de “Pontifex Maximus” muito tempo depois, no século XV[165] não parece haver qualquer relação entre eles.
Servo dos Servos de Deus
A bula Quo Primum Tempore de 1570, do Papa São Pio V publicado em um Missal Romano, de 1910. Logo abaixo do nome do papa, Pius Episcopos (Pio Bispo), está escrito o título Servus Servorum Dei, todos os documentos papais iniciam da mesma forma.
Ver artigo principal: Servus Servorum Dei

O título de “Servo dos Servos de Deus” é uma referência à função e autoridade colegial do Papa, em que ele serve os demais bispos do mundo. Esse título é “o modelo e a norma para o ministério petrino exercido pelo papa. Implica dar testemunho de fé, supervisionar o modo como as igrejas locais preservam essa fé, dar ajuda e incentivo aos outros bispos em seu ministério local e universal de proclamar a fé, falar em nome dos bispos e suas igrejas locais e expressar a fé da Igreja em nome de todas as igrejas locais que juntas constituem a Igreja Universal. Em suma o ministério petrino é de um servo dos servos de Deus (…), um servo de seus irmãos bispos e de todo o povo de Deus”.[62] A justificativa para este título encontra-se em Mateus, 20: 26-27: “(…) todo aquele que quiser ser grande entre vós, seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo”. Foi usado pela primeira vez no século VI, pelo Papa Gregório I, como uma lição de humildade para João, o mais rápido, Patriarca de Constantinopla, após o último assumir o título de “Patriarca Ecumênico”.[166]

Anteriormente essa designação foi utilizada por outros bispos e líderes seculares, por exemplo, São Bonifácio e Afonso II, Rei de Espanha. O uso do título tornou-se regular para os papas a partir do século IX e desde o século XII é utilizado exclusivamente por ele[166].
Outros títulos

Outros títulos não-oficiais em uso incluem “Santo Padre”, “Beatíssimo Padre” ou “Santíssimo Padre”. O pronome de tratamento próprio para o Papa é Sua Santidade. O papa também a partir de sua eleição escolhe um nome formal, que utilizará durante o seu pontificado, em detrimento do seu nome de batismo.

Títulos oficiais em desuso incluem o termo “Patriarca do Ocidente”, que foi listado como oficial de 1863 até 2005 pelo Anuário Pontifício.[167] E entre o século VI e XI, “Dominus Apostolicus” (“Senhor Apostólico”) também foi utilizado, como uma referência ao fato do papa ocupar a Sé fundada por um Apóstolo.[168]
Assinatura
A Assinatura do Papa Bento XVI.

Os pontífices normalmente assinam documentos usando o título de “Papa”, na forma abreviada, “PP.” e com o numeral, por exemplo, “Benedictus PP. XVI” (Papa Bento XVI). As exceções são bulas de canonização e decretos dos concílios ecumênicos, em que os papas usam o protocolo, “Ego N. Episcopus Ecclesiae Catholicae”, sem o numeral, como em “Ego Paulus Episcopus Ecclesiae Catholicae” (Eu, Paulo, bispo da Igreja Católica).[169] A assinatura do Papa é seguida, em bulas de canonização, pelas assinaturas de todos os cardeais residentes em Roma, e nos decretos dos concílios ecumênicos, pelas assinaturas dos bispos que participam do concílio.

As Bulas são assinadas na forma “N. Episcopus Servus Servorum Dei” (“Nome, Bispo, Servo dos Servos de Deus”). Em geral, as bulas não são assinadas pelo papa, mas João Paulo II introduziu em meados da década de 1980 o costume pelo qual todas as bulas, não só as de canonização, contêm sua assinatura normal, como “Benedictus PP. XVI”, nas bulas de nomeação dos bispos.

Os papas, nos escritos oficiais, não utilizam a primeira pessoa do singular (Eu – Ego), mas sim a primeira pessoa do plural (Nós – Nobis), o que é chamado de “plural majestático” ou “plural de modéstia”. Essa terminologia já era usada pelo Papa São Clemente I, no primeiro decreto pontifício conhecido, e o primeiro documento cristão pós-apostólico, escrito no ano c. 96, aos Coríntios,[170] e foi preservada por todos os papas sucessivos. Conforme a interpretação tradicional, o plural majestático aludiria ao fato de que o Papa é Vigário de Cristo, em que Deus comanda a Igreja por meio do pontífice e, em assistência, e auxílio dele, logo, o plural majestático exteriorizaria essa relação mística entre os dois. O Papa João Paulo I e seus sucessores deixaram de usá-lo no discurso público, mas o mantiveram nos escritos oficiais. Desde o século XII, imitando o uso da chancelaria papal, alguns monarcas, como o rei inglês, adotaram também o plural majestático.[171]
Paramentos e insígnias
Os paramentos litúrgicos do Papa Pio XII, que designam genericamente as roupas pontíficias da Baixa Idade Média até o Concílio Vaticano II. De cima para baixo e da esquerda para a direita: mitra pretiosa, tiara, mantum com o brasão de Pio XII e a rattionale (véu umeral com um fecho de grande porte), estola, casula romana com alva, subcíngulo com cíngulo e manípulo, a falda, manícoto (pano usado na manga da alva), múleo (sandálias papais), o pálio e os cravos (pinos) ao lado, as chirotecoe (luvas pontificais), e abaixo o fano (note-se as duas partes destacadas do fano exibidos separadamente um do outro).
Museus do Vaticano.

O Papa utiliza vários itens oficiais de vestuário, bem como “os mais elaborados e o maior número de paramentos litúrgicos”, alguns de seu uso exclusivo na qualidade de Sumo Pontífice, embora também use todas as demais vestes comuns a hierarquia católica.[172]

Pelo menos desde o século VI, o papa possui uma comunidade de capelães que organizam e normatizam as cerimônias e a liturgia papal,[173] dispondo de sua capela própria, a Basílica de São Lourenço,[174] e sendo chefiados por um Magistri Caerimoniarum Apostolicarum (“Mestre de Cerimônias Apóstolicas”). O Papa João Paulo II, ao reorganizar a Cúria Romana pela constituição Pastor Bonus, em 1988, criou o “Ofício das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice”, um organismo curial autônomo, atualmente responsável por todas as celebrações litúrgicas e outras celebrações sagradas, em que o Papa presida, participe ou assista; seu Mestre de Cerimônias é Guido Marini.[175]

A Santa Sé não possuí uma alfaiataria oficial; no entanto, desde o século XVIII, as vestes papais são tradicionalmente encomendadas na Gammarelli Sartoria Ecclesiastica, loja especializada e artesanal localizada no centro de Roma. Somente Pio XII optou por outra alfaiataria.[176] Quando visita algum país estrangeiro, normalmente as vestes que o papa usa nas cerimônias nacionais são doações de firmas especializadas daquela região, como ocorreu no Brasil, por exemplo, com João Paulo II e Bento XVI.[177]
Tiara
Ver artigo principal: Tiara papal

A tiara papal, também conhecida como Tríplice Tiara ou Tiara Tripla (em latim: Triregnum) é a “coroa papal, (…) que tem a forma de uma colmeia, possui uma pequena cruz no ponto mais alto, e também é equipada com três diademas reais”.[178] Os papas poderiam usar uma tiara já existente, ordenando que seu tamanho fosse ajustado, ou poderiam confeccionar uma nova; ele recebia a tiara na cerimônia de coroação após sua eleição, que inaugurava seu pontificado, e uma que vez que a “tiara é um ornamento não-litúrgico (…)”, a partir daí era usada apenas em “procissões papais, e solenes atos de jurisdição”, sendo que “o papa, como os bispos, veste uma mitra pontifícia nas funções litúrgicas”.[178] Os primeiros registros do uso da tiara remontam ao século VIII, sendo que sua decoração e forma se desenvolveram até meados do século XIV.[178]

O último papa a usar a tiara foi Paulo VI em 1963, que a doou, para auxiliar os pobres da África;[179] desde então, os papas seguintes optaram por não usá-la; mesmo assim, na heráldica eclesiástica ela continua sendo um símbolo proeminente do papado.[180] Atualmente existem vinte e quatro tiaras papais sobreviventes.
Pálio
Ver artigo principal: Pálio

O Pálio, Toalha de altar ou em latim Pallium é uma faixa circular de tecido feita de lã de cordeiro e usada ao redor do pescoço do papa, na sua casula. O pálio tem forma de Y, circulando o pescoço pelos ombros, e caindo sobre peito e costas com dois pingentes pendurados para baixo, na frente e atrás, sendo ornamentado com seis cruzes.

Durante muitos séculos o pálio foi concedido pelo papa aos arcebispos metropolitanos e primazes como um símbolo da competência delegada a eles pela Santa Sé.[181] Possivelmente os papas já utilizavam uma faixa de lã de cordeiro nos três primeiros séculos do cristianismo, como demonstração de sua autoridade pastoral.[182] No século V, o pálio foi personalizado e ornamentado e atingiu sua forma atual no século VIII.
Brasões pessoais
Ver artigo principal: Brasões dos Papas
Brasão pessoal do Papa Inocêncio III (1198-1216), primeiro papa a usar um brasão. O escudo exibe a águia, símbolo da Casa de Conti, família do pontífice.

Cada Papa tem seu próprio brasão pessoal que serve como um símbolo de seu pontificado. Os brasões papais são compostos por uma chave de prata e ouro cruzadas, uma alusão as chaves do céu entregues a São Pedro, amarradas com um cordão vermelho, e acima delas a tiara papal. No entanto, Bento XVI mudou a simbologia de seu brasão, personalizado-o e utilizando a mitra e o pálio em vez da tiara[182] (ver Brasão de Bento XVI).

Desde o século XII, os papas possuem seu próprio brasão, sendo que o primeiro confirmadamente conhecido é o de Inocêncio III (1198-1216). Os brasões papais aparecem em obras de arquitetura, publicações, decretos e documentos de vários tipos.[182] Com frequência os Papas adotavam o brasão da própria família (caso existisse), ou compunham um brasão com simbolismos que indicavam crenças pessoais ou variações do brasão que tinham adotado como Bispos.[182]
Anel do Pescador
Ver artigo principal: Anel do Pescador

O Anel do Pescador, também conhecido como Anulus Piscatoris (em latim) é um anel de ouro com um baixo-relevo de Pedro pescando de um barco. Este símbolo deriva da tradição que os apóstolos eram “pescadores de homens” (Marcos 1:17). Através dos séculos, foi demonstração de respeito ao Papa ajoelhar-se e beijar o Anel do Pescador, tradição que continua até a atualidade. O anel de pescador é colocado pelo Cardeal Camerlengo no dedo do recém-eleito papa[183] e destruído por ele após a morte do mesmo.

As primeiras menções ao anel do pescador datam do século XIII,[183] sendo usado como sinete, para fechar toda a correspondência privada, pressionando o anel no lacre de cera vermelha derretida em um envelope. Os documentos públicos como as bulas, pelo contrário, são selados com chumbo[183] pelos brasões papais. Essa prática foi abolida em 1842, quando a cera para a impressão do anel foi substituída por um carimbo com tinta vermelha.
Papa Bento XVI num Mercedes-Benz Classe M modificado como papamóvel em São Paulo, maio de 2007.
Sede gestatória e papamóvel
Ver artigo principal: Sede gestatória e Papamóvel

A Sede gestatória e o Papamóvel são transportes projetados para permitir que o Papa seja mais visível na saudação de grandes multidões. A Sede gestatória é uma cadeira móvel transportada por doze homens (sediários) com uniformes vermelhos, acompanhado por dois assistentes com a flabella (ventiladores feitos de penas brancas de avestruz) e, por vezes, um grande guarda-sol, conduzido por oito atendentes. Era principalmente utilizada para transportar os papas nas cerimônias e procissões na Basílica de São João de Latrão e na Basílica de São Pedro e seu uso já era comum desde o século VI.[184]

A utilização do flabella foi abolida pelo Papa João Paulo I e o uso da sedia gestatoria foi abolida pelo Papa João Paulo II, sendo substituída por um carro simples, informalmente denominado de Papamóvel (italiano: Papamobile).
Outras insígnias
O Papa Bento XVI usando o tradicional mantum papal vermelho, na cerimônia de abertura do Ano Paulino, em 2008.
Ver artigo principal: Férula papal, Umbraculum, Fano, Múleo, Camauro e Rosa de Ouro

Outros paramentos litúrgicos exclusivos do papa incluem a Férula, um báculo com um crucifixo; o Umbraculum (mais conhecido como Ombrellino) um guarda-chuva vermelho alternando listras de ouro,[185] que costumava ser colocado acima do papa em procissões; o Fano, uma pequena capa de ombros, de seda branca com listras douradas e vermelhas,[186] usado raramente na atualidade, embora não tenha sido abolido, já que o Papa João Paulo II o usou em algumas ocasiões. Antes do Concílio Vaticano II, o papa também usava outros paramentos especiais, agora em desuso: o subcíngulo, um manípulo especial amarrado ao cíngulo;[187] a falda, uma túnica com uma longa cauda usada sob a alva, que era tão longa que o papa precisava de uma corte de auxiliares, tanto na frente e nas costas, para segurá-la, para que ele se movimentasse; e o mantum, uma pluvial especial, de cor vermelha ou branca,[188] cujo uso foi reintroduzido pelo Papa Bento XVI.

O pontífice, fora das funções litúrgicas, utiliza uma batina branca, cingida com uma faixa também branca (muitas vezes com o brasão papal bordado), a cruz peitoral suspensa por um cordão dourado, o solidéu branco, e o Múleo, os sapatos papais vermelhos. No inverno o papa também pode usar o Camauro, um gorro vermelho.

O papa também confere a algumas personalidades ilustres, templos, governos ou cidades que tenham demonstrado espírito cristão uma condecoração especial chamada Rosa de Ouro, um ornamento de ouro abençoado pelo pontífice na quaresma.[189]
Residência e competência
Santa Sé
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Política e Governo

Papa
Francisco
Cúria Romana
Secretaria de Estado
Congregações Romanas
Vigário Geral de Roma
Vaticano
Pontifícia Comissão
Presidente
Conclave: 2013
Tratado de Latrão

A sede eclesiástica do Papa é a “Santa Sé” – Sancta Sedes em latim – ou “Sé Apostólica” – Sedes Apostolica em latim – (Esta última com base no fato de que ambos os apóstolos São Pedro e São Paulo foram martirizados em Roma); enquanto sua sede secular é a Cidade do Vaticano (Embora seja comum, na cultura popular, em vez de se utilizar o termo “Santa Sé”, chamá-la indiferentemente de “Vaticano/Cidade do Vaticano” ou mesmo “Roma”, de forma incorreta). Sob a lei internacional, o papa como chefe de estado tem imunidade de jurisdição de tribunais de outros países, embora não de tribunais internacionais.[190] A Santa Sé conduz as relações internacionais, juntamente com suas organizações e tribunais que formam a Cúria Romana.

O papa deriva seus poderes do fato de ser Bispo de Roma, consequentemente, esta cidade tradicionalmente ocupa uma posição central na Igreja Católica, no entanto, ele não é obrigado a morar lá, assim, conforme o ditado latino ubi Papa, ibi Curia, onde reside o Papa, reside juntamente o governo central da Igreja,[191] por exemplo, entre 1309 e 1377, os papas viviam em Avignon, um período geralmente chamado de Cativeiro Babilônico, em alusão ao exílio bíblico de Israel.[192] Também em algumas ocasiões, o papa residia em uma cidade, enquanto a Cúria residia em outra, como por exemplo, ocorreu em 1280, em que o Papa Nicolau III, viveu em Soriano somente com seus assistentes pessoais, e a Cúria, propriamente dita, estava em Viterbo.[191]

As basílicas papais em Roma são a Basílica de São João de Latrão (a catedral do papa,[193] e próximo a ela o Palácio de Latrão, residência oficial papal do século IV até o Papado de Avinhão), Santa Maria Maior, São Paulo Extramuros e São Pedro (a principal basílica em que é realizado as cerimônias relacionadas ao Papa, guardada pela Fábrica de São Pedro, e próximo dela o Palácio Apostólico do Vaticano, sua residência oficial atual, onde está localizado a Capela Sistina e Paulina). Ele também possui uma residência de verão, o Castel Gandolfo (situada no local da antiga cidade de Alba Longa). Durante o Papado de Avinhão, a residência do papa era o Palais des Papes. A Guarda Suíça é uma pequena guarda mantida pela Santa Sé, responsável pela segurança do Papa,[194] incluindo a segurança do Palácio Apostólico e das basílicas papais, servindo como as “Forças Armadas do Vaticano”. Em 1984, o Vaticano, devido ao seu notável valor artístico e cultural, foi acrescentado pela UNESCO na Lista de Patrimônios da Humanidade, sendo o único patrimônio que consiste em um Estado inteiro.[195]

Embora o Papa seja o Bispo da Diocese de Roma, ele delega a maior parte das responsabilidades diocesanas para o Cardeal Vigário, que assegura a supervisão episcopal e pastoral da diocese, em nome do Papa.[196] O atual Cardeal Vigário é Agostino Vallini, nomeado em junho de 2008.[197]
Decretos e documentos
A “bulla”, a bola de cera que forma o selo dos decretos papais mais relevantes e designa também o próprio decreto.
Ver artigo principal: Documentos pontifícios

O Papa usa diversos tipos de documentos e decretos, em situações diferentes. Eles são chamados de Bula (não refere-se ao conteúdo do documento, mas a sua forma externa, que é lacrado com uma pequena bola – em latim “bulla”, de cera ou metal, todos os documentos importantes são em forma de bula),[198] Breve (documento curto e pouco solene, que trata de questões privadas), Constituição (é o decreto papal mais comum e mais importante, através dele, o Papa promulga leis sobre os fiéis, e trata de assuntos doutrinais, disciplinares ou administrativos),[199] Carta apostólica (sobre assuntos ligados ao governo da Igreja, como nomeação de Bispos e Cardeais e comemoração de alguma data), Rescrito (resposta a uma solicitação ou pergunta), Motu proprio (carta de iniciativa do próprio Papa)[200] e a Encíclica (carta dirigida aos Bispos, e por meio deles, aos fiéis, podendo abordar algum tema doutrinal ou moral, incentivar uma devoção ou condenar erros, têm formalmente o valor de ensino para à Igreja Universal e são dirigidas, normalmente, não só aos católicos, mas também a todas as pessoas).[199]

As definições ex-catedra, proclamando dogmas, são publicadas sob forma de bula.[200]
Antipapas
Ver artigo principal: Antipapa e Grande Cisma do Ocidente

Antipapas são pessoas que reclamam o título de Papa, em oposição a um Papa específico, ou durante algum período no qual o título estava vago. No passado, antipapas eram geralmente apoiados por uma parte significativa de cardeais e reinos. A existência de um antipapa é geralmente devido a uma controvérsia doutrinária, ou a confusão na eleição do papa legítimo.[201]
Outros papas

O título de “Papa” tornou-se associado principalmente com o Bispo de Roma, no entanto, em alguns casos, o termo é usado por autoridades clericais de outros grupos cristãos. Também pode ser usado de forma satírica para descrever algum líder religioso importante.
Na Igreja Católica

O “Papa Negro” é um nome não-oficial que foi popularmente dado ao Superior Geral da Companhia de Jesus devido à enorme importância dos Jesuítas na Igreja. Este nome foi dado com base na cor preta da batina do Superior Geral, sendo referida como um paralelo entre ela e a túnica branca do papa.[202] Também o Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, cuja batina cardinalícia era vermelha, foi chamado de “Papa Vermelho”.[203]
Nas Igrejas Orientais

Desde o século III, os Bispos de Alexandria na Igreja Ortodoxa Copta e na Igreja Ortodoxa Grega são chamados de “Papa”,[54] sendo o primeiro denominado de Papa Copta (ou Papa de Alexandria) e o segundo de Papa e Patriarca de Alexandria e de toda a África.

Nas Igrejas Ortodoxas Búlgara, Russa e Sérvia, não é incomum um padre paroquial ser chamado de “papa”[204] (“поп” pop).
Cultura popular, mídia e ficção

Na cultura popular os papas atuais são retratados com frequência pelos meios de comunicação sociais mais importantes do mundo, que noticiam suas decisões, viagens, e compromissos.[205] Por vezes, importantes meios de comunicação também comandam campanhas contra declarações e decisões do papado. Bento XVI afirmou em uma entrevista, que alguns setores da imprensa, dedicam-se a exploração da difamação do papado.[206]

Ao longo da história também surgiram numerosos mitos, teorias de conspiração e lendas envolvendo o papado, algumas que se destacam mais proeminentemente é a lenda, surgida no século XIII, de que uma mulher foi eleita papa na Alta Idade Média, que não possuí nenhuma prova histórica,[207] de que São Malaquias, um santo do século XII, compilou uma profecia, em que descreve cada um dos papas (junto com alguns antipapas), desde sua época até o atual papa, Bento XVI , que terminará com a destruição de Roma, o documento porém, é uma falsificação do final do século XVI,[208][209] bem como outras.

Em obras de ficção literárias ou cinematográficas os papas na Idade Média, e especialmente no Renascimento são frequentemente retratados como corruptos e dedicados exclusivamente às questões políticas e familiares, destacando-se o Papa Alexandre VI, que tornou-se um dos papas mais famosos desde o próprio São Pedro, aparecendo como tendo habilidades consideráveis como diplomata, político e administrador civil, em vez de pastor.[210]

Na atualidade os papas são retratados normalmente como importantes líderes internacionais, preocupados com a fé católica, e com os direitos humanos. Por sua vez, diferentemente, a administração da Santa Sé e da Cúria Romana (normalmente chamada na cultura popular apenas de “Vaticano” ou “Roma”), é usualmente retratada como um organismo burocrático conservador, corrupto, e ambicioso.[205]
Críticas e objeções ao papado
Escultura de um tiranossauro pastoreando ovelhas na Dinamarca, constituindo um protesto contra o Papa Bento XVI, considerando-o como autoritário.
Ver também: Críticas à Igreja Católica
Críticas gerais

Muitos estudiosos têm acusado a corrupção de determinados papas ao longo da história como sendo os responsáveis pelos principais erros cometidos pela Igreja Católica e pelas críticas direcionadas a ela, especialmente durante o saeculum obscurum e o renascimento, destacando a simonia e o nepotismo.[211] Outros consideram que a autoridade papal tem um caráter autocrático.[212] Alguns papas foram criticados como tendo dado “apoio à pena capital, punição corporal e violência sistemática”,[213] o que teria ocorrido, por exemplo, pelo fato dos papas serem os fundadores da Inquisição e das Cruzadas. Críticos também usualmente acusam os papas, notadamente os medievais, de serem ambiciosos e se intrometerem em questões seculares, como observado no fato de alguns pontífices medievais considerarem que o poder eclesiástico era superior ao poder público (plenitudo potestatis) e poderem por isso coagi-lo caso este adote medidas anticristãs (afirmado, como por exemplo, por Inocêncio III e Bonifácio VIII). Por isso, estes críticos defendem que o primado pontifício teria sido “faraonizado” e os papas teriam se declarado “senhores temporais absolutos” na Idade Média, e que posteriormente foram obrigados a abdicar desse poder.[15]

Católicos, por sua vez, argumentam que estes acontecimentos surgiram dentro do contexto social, cultural e religioso de sua época, sendo anacronismo interpretá-los fora desse contexto.[214] E eles também destacam algumas singularidades das instituições eclesiásticas medievais, como por exemplo, a Inquisição papal ter sido instituída principalmente para impedir a ação de abusos da população ou de governantes seculares,[215] como Frederico II, que executava hereges por questões políticas,[216] sendo que a Inquisição usava avançados meios judiciais para a época, opondo-se aos ordálios e outras superstições jurídicas.[215] Sobre a relação entre Igreja e Estado, católicos afirmam que a Igreja e os papas têm o direito de condenar as autoridades públicas caso estas abusem do seu poder ou violem os direitos humanos.[217] Baseando-se neste princípio, nos séculos XIX e XX, o Papa Pio XI condenou a ditadura nazista e o racismo,[124] e o Papa Pio IX condenou a ditadura comunista.[218] Católicos e historiadores também afirmam que o exercício do poder temporal pelos papas demonstrou-se positivo em alguns ângulos, como por exemplo pelo fato dos pontífices terem mediado acordos que evitaram muitas guerras na Europa.[15][16] Mesmo assim, por ocasião da comemoração do terceiro milênio, o Papa João Paulo II pediu perdão “pelos erros dos filhos da Igreja” cometidos no passado.[214]

O papado também tem sido frequentemente acusado de ser excessivamente rico, como retratado, por exemplo, no livro “The Vatican Billions” de Avro Manhattan,[219] e por isso “infiel ao Evangelho”.[220] No entanto, financeiramente o estado do Vaticano tem dificuldades de sobrevivência,[220] e sofre frequentemente déficits orçamentários, obtendo grande parte de sua receita de doações internacionais.[221][222] Muitas vezes outras dioceses do mundo tem de auxiliar financeiramente a Santa Sé, bem como algumas delas possuem um orçamento superior ao da própria Santa Sé, como as dioceses de Colônia e Chicago.[223] Os católicos afirmam que “se tivesse um produto nacional bruto, seria medido, não em dinheiro, mas em almas”.[35] Outros ativistas também argumentam que o papado deveria vender seus artefatos artísticos e dar o dinheiro aos pobres. Contra essas afirmações, o Cardeal Paul Josef Cordes afirmou que a Igreja não pode vendê-los, porque tem o dever de conservar as obras de arte em nome do Estado Italiano, muitos dos quais são considerados patrimônios da humanidade e marcos importantes de períodos históricos e da identidade cultural humana[224] (semelhante ao status das Pirâmides do Egito, da Cidade Proibida e etc.), católicos afirmam que “Quem venderia a Basílica de São Pedro? Para fazer o quê? Um shopping center?”.[223]
Outras religiões cristãs

A autoridade do Papa é aceita parcialmente ou não reconhecida por outras religiões cristãs. As razões para essas objeções diferem de denominação para denominação.
Igrejas Ortodoxa, Vétero-Católica e Sedevacantistas
Ver artigo principal: Velha Igreja Católica e Sedevacantismo

Alguns grupos cristãos aceitam em diferentes graus e de diferentes maneiras a primazia papal, tais como as Igrejas Ortodoxas, a Igreja Vétero-Católica e grupos católicos tradicionalistas sedevacantistas.

As Igrejas Ortodoxas reconhecem o papa apenas como “Patriarca do Ocidente”, bem como sucessor do apóstolo Pedro, primeiro patriarca e primeiro bispo de toda a Igreja. No entanto não seguem a doutrina católica da infalibilidade e do poder supremo do papa. Logo, os ortodoxos consideram que o Bispo de Roma tem apenas uma primazia de honra, que desde o Cisma do Oriente (1054), não tem nenhum poder concreto sobre estas Igrejas cristãs.[225] Recentemente, devido ao grande esforço ecumênico, as Igrejas Católica e Ortodoxa chegaram a um consenso mínimo sobre essa questão. Este consenso, expresso no “Documento de Ravena” (que foi aprovado no dia 13 de Outubro de 2007), consiste no reconhecimento de ambas as partes de “que o Bispo de Roma […] é o “protos”, ou seja, o primeiro entre os patriarcas de todo o mundo (…)”.[226] Mas, mesmo assim, os católicos e os ortodoxos ainda mantêm divergências quanto às prerrogativas e aos privilégios desta primazia papal.[227]

Os vétero-católicos, foram um grupo de fiéis, especialmente da Alemanha, que se separaram da Igreja após o Concílio Vaticano I (1869-1871), por não aceitarem o dogma da infalibilidade papal,[228] professando uma perspectiva sobre o papado que foi justamente condenada pelo Concílio.

Os católicos tradicionalistas sedevacantistas aceitam as doutrinas e perspectivas da Igreja Católica sobre o primado papal, mas consideram o cargo como vago desde a morte de Pio XII em 1958. Eles renegam e não aceitam a autoridade dos papas posteriores que ensinaram em conformidade com o Concílio Vaticano II e o aggiornamento da Igreja, porque acreditam que estes papas seriam hereges modernistas, assim o aggiornamento não seria apenas uma maneira de atualizar a formulação da doutrina católica, mas modificar a essência da própria doutrina, fé e dos dogmas.[229][230]
Antichristus, por Lucas Cranach (1521). Representação do Papa como o Anticristo, concedendo indulgências e cercado de funcionários da Cúria Romana.
Igrejas protestantes

As denominações protestantes rejeitam as alegações de primado papal de honra, de jurisdição, ou sua infalibilidade. Estas igrejas não aceitam a afirmação da autoridade legítima e válida do Papa,[102] considerando que o “papado não é uma instituição de origem divina, mas resultou de um longo e complexo processo histórico”.[231][232]

Alguns meios protestantes, especialmente durante a Reforma, afirmaram que o papa seria o “Anticristo”[233] de 1 João 2:18,[234] o “Homem do pecado” de 2 Tessalonicenses 2:3-12,[235] e a “Besta na terra” de Apocalipse 13:11-18.[236] Muitos reformadores compartilharam dessas opiniões, tais como Martinho Lutero,[237] João Calvino, Thomas Cranmer,[238] John Knox, Cotton Mather, e John Wesley.[239] Lutero argumentou, ao queimar a bula papal que o excomungava, que “esta queima é apenas uma bagatela. É necessário que também o papa e a sé papal sejam queimados. Aquele que não se opõe ao papado de todo o coração não há de obter a salvação eterna”,[73] Calvino despertou revolta inclusive entre seus próprios seguidores ao chamar de “papistas” muitos calvinistas respeitados.[240] As primeiras confissões de fé da Igreja Episcopal Irlandesa,[241] a Igreja Presbiteriana[242] e da Igreja Batista,[243] tomam a mesma atitude. Os papas, por sua vez, compararam os reformadores a “raposas [que] avançam procurando destruir a vinha [isto é a Igreja] (…) O javali da floresta procura destruí-la e toda fera selvagem vem devastá-la. (…) Bem que avisastes que viriam falsos mestres contra a Igreja Romana, para introduzir seitas ruinosas, (…) Suas línguas são de fogo, mal incansável, cheias de mortal veneno”.[244]

No entanto, o protestantismo histórico abandonou oficialmente estas afirmações para permitir o ecumenismo. Na atualidade somente as denominações adventistas do sétimo dia sustentam esta doutrina,[245] embora alguns grupos também já a tenham abandonado.[246]
Pontificados por tempo de duração
Ver página anexa: Lista dos papas
Pontificados mais longos
Posição Papa De Até Duração do Pontificado Dias
1º São Pedro c. 30 c. 67 37 anos[247] c. 13505
2º Beato Pio IX, O.F.S. 16 de Junho de 1846 7 de Fevereiro de 1878 31 anos,[247] 7 meses, 23 dias 11560
3º Beato João Paulo II 16 de Outubro de 1978 2 de Abril de 2005 26 anos,[247][248] 5 meses, 17 dias 9665
4º Papa Leão XIII 20 de Fevereiro de 1878 20 de Julho de 1903 25 anos,[249] 5 meses 9280
5º Papa Pio VI 15 de Fevereiro de 1775 29 de Agosto de 1799 24 anos, 6 meses, 14 dias[250] 8962
6º Papa Adriano I 9 de Fevereiro de 772 25 de Dezembro de 795 23 anos, 10 meses, 24 dias[251] 8728
7º Papa Pio VII, O.S.B. 14 de Março de 1800 20 de Agosto de 1823 23 anos, 5 meses, 6 dias[252] 8559
8º Papa Alexandre III 7 de Setembro de 1159 30 de Agosto de 1181 21 anos, 11 meses, 24 dias[253] 8001
9º São Silvestre I 31 de Janeiro de 314 31 de Dezembro de 335 21 anos,[254] 11 meses, 24 dias c. 8000
10º São Leão I, Magnus 29 de Setembro de 440 10 de Setembro de 461 21 anos, 1 mês, 13 dias,[255] c. 7700
Pontificados mais curtos
Posição Papa De – Até Duração do Pontificado Notas
1º Papa Estêvão II Março de 752 3 dias[256] Faleceu antes da consagração
2º Urbano VII 15 de Setembro–27 de Setembro de 1590 13 dias[257] Faleceu antes da consagração
3º Bonifácio VI Abril de 896 16 dias[258]
4º Celestino IV O.Cist. 25 de Outubro–10 de Novembro de 1241 17 dias[259] Faleceu antes da consagração
5º Teodoro II Dezembro de 897 20 dias[260]
6º Silvestre III 20 de Janeiro–10 de Fevereiro de 1045 21 dias[261] Contestado/deposto
7º Sisínio 15 de Janeiro–4 de Fevereiro de 708) 21 dias[262]
8º Marcelo II 9 de Abril–1 de Maio de 1555 22 dias[263]
9º Dâmaso II 17 de Julho–9 de Agosto de 1048 24 dias[264]
10º Pio III 22 de Setembro–18 de Outubro de 1503 27 dias[265]
Nacionalidade e quantidade de papas
Mapa com os países e regiões destacados em amarelo onde já houve papas. O número significa o número de papas que existiram em tal região.
Ver página anexa: Lista dos papas
Quantidade de Papas Nacionalidade
212 italianos[266]
17 franceses[266]
11 gregos[266]
6 sírios[266]
6 alemães[266]
3 espanhóis[266]
3 norte-africanos[266]
2 dálmatas (croatas)[266]
2 portugueses[266][267]
1 israelita[266]
1 inglês[266]
1 neerlandês[266]
1 cretense (grego)[266]
1 Argentino (grego)[266]
1 polaco[266]
1 Argentino[266]
Notas

↑ Nos anos 1930 até os anos 1950 foram organizadas pesquisas arqueológicas para investigar o túmulo de São Pedro, que estaria localizado embaixo da Basílica de São Pedro, em um local que inclui diversas sepulturas e necrópoles. Descobriu-se os ossos de um homem em um lóculo no lado norte de uma parede com um grafite vermelha na direita dizendo Petrós Ení, que, em grego, significa “Pedro está aqui”, datado de aproximadamente 130 d.C.[55] Todas as inscrições foram examinadas pela arqueológa Margherita Guarducci, e consideradas legítimas, não sendo adições posteriores, mas tinham sido gravadas na época do sepultamento. O Arqueólogo António Ferrua descobriu características das substâncias químicas contidas na ossada, pertencente a um homem que viveu a maior parte de sua vida próximo do lago de Tiberíades, na Galileia.[56] O teste subsequente indicou que estes eram os ossos de um homem com uma idade de 60-70 anos,[57] considerando o local em que foi encontrado os ossos, bem como sua idade e a das catacumbas, e também de outros registros históricos, provavelmente trata-se dos ossos de São Pedro.[58]
↑ “Gregório IX era muito severo para com os hereges, que naqueles tempos eram universalmente encarados como traidores e punidos em conformidade. A pedido do rei Luís IX de França, enviou o cardeal Romano como legado para ajudar o rei na sua cruzada contra os albigenses. No sínodo que o legado papal convocou em Toulouse, em novembro de 1229, foi decretado que todos os hereges e seus cúmplices deviam ser entregues aos nobres e magistrados para a sua devida punição, que, em caso de obstinação, geralmente era a morte. Quando, em 1224, Frederico II ordenou que os hereges na Lombardia deviam ser queimados na fogueira, Gregório IX, que era então legado papal para a Lombardia, aprovou e publicou a lei imperial. Durante sua ausência forçada de Roma (1228-1231) os hereges permaneceram sem ser molestados e tornaram-se muito numerosos na cidade. Em fevereiro de 1231, portanto, o papa promulgou uma lei em Roma, em que os hereges condenados por um tribunal eclesiástico deviam ser entregues ao poder secular para receber sua “punição devida”. Esta “punição devida”, foi a morte pelo fogo para o obstinado e prisão em vida para o penitente. Em consonância com essa lei uma série de patarinos foram presos em Roma em 1231, os obstinados foram queimados na fogueira, os outros foram presos nos mosteiros beneditinos de Monte Cassino e Cava (…) Não se deve pensar, porém, que Gregório IX tratou mais severamente os hereges do que outros governantes fizeram. A morte pelo fogueira era a punição comum para os hereges e traidores naqueles tempos. Até o tempo de Gregório IX, o direito de procurar hereges pertencia aos bispos das respetivas dioceses. A chamada Inquisição Monástica foi estabelecida por Gregório IX, que nas suas bulas de 13, 20 e 22 de abril de 1233, nomeou os dominicanos como os oficiais inquisidores para todas as dioceses da França (…)”.[109]
↑ Segundo muitos historiadores de Pio XII ajudou a salvar centenas de milhares de judeus,[126] porém, outros argumentam que ele não fez o suficiente para impedir as atrocidades nazistas,[127] e o debate sobre a validade dessas críticas continua atualmente.[126]
↑ Com a promulgação da constituição apostólica Universi Dominici Gregis em 1996, uma maioria simples, após um impasse de doze dias foi autorizado, mas esta regra foi revogada pelo Papa Bento XVI por Motu Proprio em 2007.[134]
↑ A frase original em latim é: “ROMANVM PONTIFICEM CATHOLICÆ ET VNIVERSALIS ECCLESIÆ PASTOREM, TOTIVS ORBIS PARENTEM, ET IESV CHRISTI FILII DEI OMNIPOTENTIS VICARIVM”.
↑ Os papas passaram a usar o título de Pontifex Maximus no Renascimento Italiano,[154] a partir daí, surgem várias vezes as abreviações “Pont Max” e “P M”, como no famoso quadro do Papa Leão X, de Raffaello Sanzio, em que está escrito na parte superior “Leo X Pont (ifex) Max (imus)”, ou seja, “Leão X, Pontífice Máximo”.[155]
↑ Como em latim o termo “Pontifex” refere-se a qualquer sumo sacerdote, essa palavra foi utilizada desde o século VII a.C. para designar os sacerdotes de mais alto nível da religião romana antiga, reunidos no Collegium Pontificum (Colégio dos Pontífices).[158]

Referências

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↑ O Anuário Pontifício não atribui números à sua lista de papas por causa da dificuldade canônica quanto à legitimidade de alguns membros da lista. (Annuario Pontificio 2008 (Libreria Editrice Vaticana 2008 ISBN 978-88-209-8201-4), p. 12*)
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↑ The Epistle of Ignatius to the Magnesians [(…) saúdo vocês, juntamente com Policarpo, o bispo dos Esmirnenses. – (…) salute you, along with Polycarp, the bishop of the Smyrnæans.]. Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 21 de fevereiro de 2010.
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↑ The Epistle of Ignatius to the Romans (“which also presides in the place of the region of the Romans, worthy of God, worthy of honour, worthy of the highest happiness, worthy of praise, worthy of obtaining her every desire, worthy of being deemed holy, and which presides over love, is named from Christ, and from the Father – aqueles que presidem a região dos Romanos, são dignos de Deus, dignos de honra, dignos da mais alta felicidade, digno de louvor, digno de sucesso, dignos de ser considerados santos, e que presidem no amor, mantendo a lei de Cristo, portador do nome do pai”). Catholic Encyclopedia; New Advent. Página visitada em 21 de fevereiro de 2010.
↑ Roman Presidency and Christian Unity in our Time
↑ “Since, however, it would be very tedious, in such a volume as this, to reckon up the successions of all the Churches, we do put to confusion all those who, in whatever manner, whether by an evil self-pleasing, by vainglory, or by blindness and perverse opinion, assemble in unauthorized meetings; [we do this, I say,] by indicating that tradition derived from the apostles, of the very great, the very ancient, and universally known Church founded and organized at Rome by the two most glorious apostles, Peter and Paul; as also [by pointing out] the faith preached to men, which comes down to our time by means of the successions of the bishops. For it is a matter of necessity that every Church should agree with this Church, on account of its pre- eminent authority, that is, the faithful everywhere, inasmuch as the apostolical tradition has been preserved continuously by those [faithful men] who exist everywhere.” (“Uma vez, que no entanto, seria muito tedioso, em um volume como este, somar as sucessões de todas as Igrejas, que põem em confusão todos aqueles que, de qualquer maneira, seja por uma má auto-satisfação, por vaidade, ou por cegueira e perversão, montam reuniões não autorizadas; indicando que a tradição derivada dos apóstolos, dos muito grandes, dos muito antigos, e universalmente conhecida na Igreja fundada e organizada em Roma pelos dois mais gloriosos apóstolos, Pedro e Paulo, como também [apontando], a fé pregada aos homens, que vem para o nosso tempo por meio da sucessão dos bispos. Pois é uma questão de necessidade que cada Igreja deve concordar com esta Igreja, em virtude da sua pré-eminente autoridade, isto é, os fiéis em toda parte, na medida em que a tradição apostólica foi preservada continuamente por aqueles [homens fiéis] que existem em toda parte”) read online Adversus Haereses (Book III, Chapter 3)
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Bibliografia
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Ver tambémPope
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This article is about the leader of the Catholic Church. For the current pope, see Pope Francis. For the popes of other churches, and other uses, see Pope (disambiguation).
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Bishop of Rome
Bishopric
Catholic
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Bergoglio Misa Conmemoracion Beagle cropped.jpg
Incumbent:
Francis
Since 13 March 2013
Province: Ecclesiastical Province of Rome
Diocese: Rome
Cathedral: Archbasilica of St. John Lateran
First Bishop: According to traditional Christianity, Saint Peter
Formation: According to traditional Christianity, the 1st century
Website: The Holy Father

The Pope (from Latin: papa; from Greek: πάππας pappas,[1] a child’s word for father)[2] is the Bishop of Rome and the leader of the worldwide Catholic Church.[3] In the Catholic Church, the Pope is regarded as the successor of Saint Peter, the Apostle. The current pope is Francis, who was elected on 13 March 2013, succeeding Benedict XVI.[4]

The office of the pope is known as the Papacy. His ecclesiastical jurisdiction is often called the “Holy See” (Sancta Sedes in Latin), or the “Apostolic See” based upon the Church tradition that the Apostles Saint Peter and Saint Paul were martyred in Rome. The pope is also head of state of Vatican City,[5] a sovereign city-state entirely enclaved within the city of Rome.

The Papacy is one of the most enduring institutions in the world and has had a prominent part in world history.[6] The Popes in ancient times helped in the spread of Christianity and the resolution of various doctrinal disputes.[7] In the Middle Ages they played a role of secular importance in Western Europe, often acting as arbitrators between Christian monarchs.[8][9][10] Currently, in addition to the expansion of the Christian faith and doctrine, the popes are dedicated to ecumenism and interreligious dialogue, charitable work, and the defense of human rights.[11][12]

Popes have gradually been forced to give up temporal power, and papal authority is now almost exclusively restricted to matters of religion.[7] Over the centuries, papal claims of spiritual authority have been ever more firmly expressed, culminating in 1870 with the proclamation of the dogma of papal infallibility for rare occasions when the pope speaks ex cathedra—literally “from the chair (of St. Peter)”—to issue a formal definition of faith or morals.[7] The first explicit such occasion (after the proclamation), and so far the last, was the definition of the dogma of the Assumption of Mary in 1950.
Contents

1 History
1.1 Title and etymology
1.2 Monarchical episcopate
1.3 Early Christianity (c. 30–325)
1.4 Nicaea to East-West Schism (325–1054)
1.4.1 Medieval Age
1.5 East–West Schism to Reformation (1054–1517)
1.6 Reformation to present (1517 to today)
2 Saint Peter and the origin of the office
3 Election, death and resignation
3.1 Election
3.2 Death
3.3 Resignation
4 Titles
4.1 Official list of titles
4.2 Pope
4.3 Vicar of Jesus Christ
4.4 Pontiff
4.5 Servant of the Servants of God
4.6 Patriarch of the West
4.7 Other titles
4.8 Signature
5 Regalia and insignia
6 Status and authority
6.1 First Vatican Council
6.2 Second Vatican Council
7 Politics of the Holy See
7.1 Residence and jurisdiction
7.2 Political role
7.3 International position
8 Objections to the papacy
8.1 Orthodox, Anglican and Old Catholic churches
8.2 Protestant denominations
9 Antipopes
10 Other uses of the title “pope”
10.1 In the Roman Catholic Church
10.2 In the Eastern Churches
10.3 In new religious movements
11 Lengths of papal reign
11.1 Longest-reigning popes
11.2 Shortest-reigning popes
12 See also
13 Footnotes
14 References
15 Further reading
16 External links

History
Part of a series on the
Catholic Church
Saint Peter’s Facade at Dusk.jpg
Organisation

Pope – Francis
College of Cardinals – Holy See
Ecumenical Councils
Episcopal polity
Latin Church
Eastern Catholic Churches

Background

History
Christianity
Catholicism
Apostolic succession
Four Marks of the Church
Ten Commandments
Crucifixion & Resurrection of Jesus
Ascension
Assumption of Mary

Theology

Trinity (Father, Son, Holy Spirit)
Theology
Apologetics
Divine grace
Sacraments
Purgatory
Salvation
Original sin
Saints
Dogma
Virgin Mary
Mariology
Immaculate Conception of Mary

Liturgy and worship

Catholic liturgy
Prayer
Eucharist
Liturgy of the Hours
Liturgical year
Biblical canon

Rites

Roman
Armenian
Alexandrian
Byzantine
Antiochian
West Syrian
East Syrian

Controversies

Science
Evolution
Criticism
Sex & gender
Homosexuality

Catholicism topics

Monasticism
Women
Ecumenism
Prayer
Music
Art
Political catholicism
Catholic health care

Portal icon Catholicism portal

v
t
e

Main article: History of the papacy
Title and etymology

The word pope derives from Greek πάππας meaning “Father”. In the early centuries of Christianity, this title was applied, especially in the east, to all bishops and other senior clergy, and later became reserved in the west to the Bishop of Rome, a reservation made official only in the 11th century.[13][14][15][16][17] The earliest record of the use of this title was in regard to the by then deceased Patriarch of Alexandria, Pope Heraclas of Alexandria (232–248).[18] The earliest recorded use of the title “pope” in English dates to the mid-10th century, when it was used in reference to Pope Vitalian in an Old English translation of Bede’s Ecclesiastical History of the English People.[19]

The title was from the early 3rd century a general term used to refer to all bishops.[20] From the 6th century the title began to be used particularly of the Bishop of Rome, and in the late 11th century Pope Gregory VII issued a declaration that has been widely interpreted as stating this by then established Western convention.[20] By the same 6th century this was also the normal practice of the imperial chancery of Constantinople.[20]
Monarchical episcopate

Catholics recognize the pope as a successor to Saint Peter, whom, according to Roman Catholic teaching, Jesus named as the “shepherd” and “rock” of the Catholic Church, which according to Catholic dogma is the one true Church founded by Christ.[21][22] Peter never bore the title of “pope”, which came into use three centuries later, but Catholics traditionally recognize him as the first pope,[23] while official declarations of the Church only speak of the popes as holding within the college of the Bishops a role analogous to that held by Peter within the college of the Apostles, of which the college of the Bishops, a distinct entity, is the successor.[24][25][26]

The Catholic Church teaches that Jesus personally appointed Peter as leader of the Church and in its dogmatic constitution Lumen Gentium makes a clear distinction between apostles and bishops, presenting the latter as the successors of the former, with the pope as successor of Peter in that he is head of the bishops as Peter was head of the apostles.[27] Some historians have argued that the notion that Peter was the first bishop of Rome and founded the episcopal see there can be traced back no earlier than the 3rd century.[28] The writings of the Church Father Irenaeus who wrote around AD 180 reflect a belief that Peter “founded and organised” the Church at Rome.[29] Moreover, Irenaeus was not the first to write of Peter’s presence in the early Roman Church. Clement of Rome wrote in a letter to the Corinthians, c. 96[30] about the persecution of Christians in Rome as the “struggles in our time” and presented to the Corinthians its heroes, “first, the greatest and most just columns”, the “good apostles” Peter and Paul.[31] St. Ignatius of Antioch wrote shortly after Clement and in his letter from the city of Smyrna to the Romans he said he would not command them as Peter and Paul did.[32] Given this and other evidence, many scholars agree that Peter was martyred in Rome under Nero, although some scholars argue that he may have been martyred in Palestine.[33][34][35]

Some Protestants generally agree that Jesus singled out Peter as the focal point of the 1st century church. However, they contend that the New Testament offers no proof that Jesus established the papacy nor even that he established Peter as the first bishop of Rome.[36] Others, using Peter’s own words, argue that Christ intended himself as the foundation of the church and not Peter.[37][38] Others have argued that the church is indeed built upon Jesus and faith, but also on the disciples as the roots and foundations of the church on the basis of Paul’s teaching in Romans and Ephesians, though not primarily Peter.[39][40]

First-century Christian communities would have had a group of presbyter-bishops functioning as leaders of their local churches. Gradually, episcopacies were established in metropolitan areas.[41] Antioch may have developed such a structure before Rome.[41] In Rome there were many who claimed to be the rightful bishop though again Irenaeus stressed the validity of one line of bishops from the time of St. Peter up to his contemporary Pope Victor I and listed them.[42] Some[who?] writers claim that the emergence of a single bishop in Rome probably did not occur until the middle of the 2nd century. In their view, Linus, Cletus and Clement were possibly prominent presbyter-bishops but not necessarily monarchical bishops.[28]

In the 1st century and early 2nd century the Holy See had pre-eminence and prominence in the Church as a whole.[43]
Early Christianity (c. 30–325)

It seems that at first the terms “episcopos” and “presbyter” were used interchangeably.[44] The consensus among scholars has been that, at the turn of the 1st and 2nd centuries, local congregations were led by bishops and presbyters whose offices were overlapping or indistinguishable.[45] Some say[who?] that there was probably “no single ‘monarchical’ bishop in Rome before the middle of the 2nd century…and likely later.”[46] Other scholars and historians disagree, citing the historical records of St. Ignatius of Antioch and St. Irenaeus who recorded the linear succession of Bishops of Rome (the popes) up until their own times. They also cite the importance accorded to the popes in the ecumenical councils, including the early ones.[47]

In the early Christian era, Rome and a few other cities had claims on the leadership of worldwide Church. James the Just, known as “the brother of the Lord”, served as head of the Jerusalem church, which is still honored as the “Mother Church” in Orthodox tradition. Alexandria had been a center of Jewish learning and became a center of Christian learning. Rome had a large congregation early in the apostolic period whom Paul the Apostle addressed in his Epistle to the Romans, and according to tradition Paul was martyred there.

During the 1st century of the Church (ca. 30–130), the Roman capital became recognized as a Christian center of exceptional importance. Clement I at the end of the 1st century wrote an epistle to the Church in Corinth intervening in a major dispute, and apologizing for not having taken action earlier.[48] However, there are only a few other references of that time to recognition of the authoritative primacy of the Roman See outside of Rome. In the Ravenna Document of 13 October 2007, theologians chosen by the Roman Catholic and the Eastern Orthodox Churches stated: “41. Both sides agree…that Rome, as the Church that ‘presides in love’ according to the phrase of St Ignatius of Antioch (To the Romans, Prologue), occupied the first place in the taxis, and that the bishop of Rome was therefore the protos among the patriarchs. They disagree, however, on the interpretation of the historical evidence from this era regarding the prerogatives of the Bishop of Rome as protos, a matter that was already understood in different ways in the first millennium.”

In the late 2nd century AD, there were more manifestations of Roman authority over other churches. In 189, assertion of the primacy of the Church of Rome may be indicated in Irenaeus of Lyons’s Against Heresies (3:3:2): “With [the Church of Rome], because of its superior origin, all the churches must agree…and it is in her that the faithful everywhere have maintained the apostolic tradition.” In AD 195, Victor I, in what is seen as an exercise of Roman authority over other churches, excommunicated the Quartodecimans for observing Easter on the 14th of Nisan, the date of the Jewish Passover, a tradition handed down by John the Evangelist (see Easter controversy). Celebration of Easter on a Sunday, as insisted on by the pope, is the system that has prevailed (see computus).
Nicaea to East-West Schism (325–1054)

The Edict of Milan in 313 granted freedom to all religions in the Roman Empire,[49] beginning the Peace of the Church. In 325, the First Council of Nicaea condemned Arianism, declaring trinitarianism dogmatic, and in its sixth canon recognized the special role of the sees of Rome, Alexandria, and Antioch.[50] Great defenders of Trinitarian faith included the Popes, especially Pope Liberius, who was exiled to Berea[disambiguation needed] by Constantius II for his Trinitarian faith,[51] Damasus I, and several other bishops.[52]

In 380 Nicene Christianity was declared the state religion of the Roman Empire, with the name “Catholic Christians” reserved for those who accepted that faith.[53][54] While the civil power in the East controlled the church and the bishop of Constantinople, the capital, wielded much power,[55] in the West the Bishops of Rome were able to consolidate the influence and power they already possessed.[55] After the fall of the Western Roman Empire, barbarian tribes were converted to Arian Christianity or Catholicism;[56] Clovis I, king of the Franks, was the first important barbarian ruler to convert to Catholicism rather than Arianism, allying himself with the papacy. Other tribes, such as the Visigoths, later abandoned Arianism in favour of Catholicism.[56]
Medieval Age
Gregory the Great (c 540–604) who established medieval themes in the Church, in a painting by Carlo Saraceni, c. 1610, Rome.

After the fall of Rome, the pope served as a source of authority and continuity. Gregory the Great (c 540–604) administered the church with strict reform. From an ancient senatorial family, Gregory worked with the stern judgement and discipline typical of ancient Roman rule. Theologically, he represents the shift from the classical to the medieval outlook; his popular writings are full of dramatic miracles, potent relics, demons, angels, ghosts, and the approaching end of the world.[57]

Gregory’s successors were largely dominated by the Exarch of Ravenna, the Byzantine emperor’s representative in Italy. These humiliations, the weakening of the empire in the face of Muslim expansion, and the inability of the emperor to protect the papal estates against the Lombards, made Pope Stephen II turn from Emperor Constantine V. He appealed to the Franks to protect his lands. Pepin the Short subdued the Lombards and donated Italian land to the papacy. When Leo III crowned Charlemagne (800), he established the precedent that, in the West, no man would be emperor without anointment by a pope.[57]

From the 7th century it became common for European monarchies and nobility to found churches and perform investiture or deposition of clergy in their states and fiefdoms, their personal interests causing corruption among the clergy.[58][59] This practice had become common because often the prelates and secular rulers were also participants in public life.[60] To combat this and other practices that had corrupted the Church between the years 900 and 1050, centres emerged promoting ecclesiastical reform, the most important being the Abbey of Cluny, which spread its ideals throughout Europe.[59] This reform movement gained strength with the election of Pope Gregory VII in 1073, who adopted a series of measures in the movement known as the Gregorian Reform, in order to fight strongly against simony and the abuse of civil power and try to restore ecclesiastical discipline, including celibacy.[52] The conflict between popes and secular autocratic rulers such as the Holy Roman Emperor Henry IV and Henry I of England, known as the question of investiture, was only resolved in 1122, by the Concordat of Worms, in which the pope decreed that clerics were to be invested by clerical leaders, and temporal rulers by lay investiture.[58] Soon after, Pope Alexander III began reforms that would lead to the establishment of canon law.[57]

Since the beginning of the 7th century the Islamic Caliphate had conquered much of the southern Mediterranean, and represented a threat to Christianity.[61] In 1095, the Byzantine emperor Alexius I asked for military aid from Pope Urban II against the Muslim invasionns.[62] Urban, at the council of Clermont, called the First Crusade to assist the Byzantine Empire to regain the old Christian territories, especially Jerusalem.[63]

The low point of the papacy was 867–1049.[64] The papacy came under the control of vying political factions. Popes were variously imprisoned, starved, killed, and deposed by force. The family of a certain papal official made and unmade popes for fifty years. The official’s great-grandson, Pope John XII, held orgies of debauchery in the Lateran palace. Emperor Otto I of Germany had John accused in an ecclesiastical court, which deposed him and elected a layman as Pope Leo VIII. John mutilated the Imperial representatives in Rome and had himself reinstated as pope. Conflict between the Emperor and the papacy continued, and eventually dukes in league with the emperor were buying bishops and popes almost openly.[64]

In 1049, Leo IX became pope, at last a pope with the character to face the papacy’s problems. He traveled to the major cities of Europe to deal with the church’s moral problems firsthand, notably simony and clerical marriage and concubinage. With his long journey, he restored the prestige of the papacy in the north.[64]
East–West Schism to Reformation (1054–1517)
A historical map of the Mediterranean states in 1400. The Western Schism lasted from 1378 to 1417.

The East and West churches split definitively in 1054. This fracture was caused more by political events than by slight divergences of creed. Popes had galled the emperors by siding with the king of the Franks, crowning a rival Roman emperor, appropriating the Exarchate of Ravenna, and driving into Greek Italy.[64]

In the Middle Ages, popes struggled with monarchs over power.[7]

From 1309 to 1377, the pope resided not in Rome but in Avignon. The Avignon Papacy was notorious for greed and corruption.[65] During this period, the pope was effectively an ally of France, alienating France’s enemies, such as England.[66]

The pope was understood to have the power to draw on the “treasury” of merit built up by the saints and by Christ, so that he could grant indulgences, reducing one’s time in purgatory. The concept that a monetary fine or donation accompanied contrition, confession, and prayer eventually gave way to the common assumption that indulgences depended on a simple monetary contribution. The popes condemned misunderstandings and abuses, but were too pressed for income to exercise effective control over indulgences.[65]

Popes also contended with the cardinals, who sometimes attempted to assert the authority of councils over the pope’s. Conciliar theory holds that the supreme authority of the church lies with a General Council, not with the pope. Its foundations were laid early in the 13th century, and it culminated in the 15th century. The failure of the conciliar theory to gain broad acceptance after the 15th century is taken as a factor in the Protestant Reformation.[67]

Various anti-popes challenged papal authority, especially during the Western Schism (1378–1417). In this schism, the papacy had returned to Rome from Avignon, but an anti-pope was installed in Avignon, as if to extend the papacy there.

The Eastern Church continued to decline with the Eastern Roman (Byzantine) Empire, undercutting Constantinople’s claim to equality with Rome. Twice an Eastern Emperor tried to force the Eastern Church to reunify with the West. Papal claims of superiority were a sticking point in reunification, which failed in any event. In the 15th century, the Ottoman Turks captured Constantinople.
Reformation to present (1517 to today)
As part of the Catholic Reformation, Pope Paul III (1534–49) initiated the Council of Trent (1545–63), which established the triumph of the papacy over those who sought to reconcile with Protestants or oppose Papal claims.

Protestant Reformers criticized the papacy as corrupt and characterized the pope as the antichrist.[68][69][70][71]

Popes instituted a Catholic Reformation[7] (1560–1648), which addressed the challenges of the Protestant Reformation and instituted internal reforms. Pope Paul III initiated the Council of Trent, whose definitions of doctrine and whose reforms sealed the triumph of the papacy over elements in the church that sought conciliation with Protestants and opposed papal claims.[72]

Gradually forced to give up secular power, the popes focused on spiritual issues.[7]

In 1870, the First Vatican Council proclaimed the dogma of papal infallibility for those rare occasions the pope speaks ex cathedra when issuing a solemn definition of faith or morals.[7]

Later the same year, Victor Emmanuel II seized Rome from the pope’s control and substantially completed the unification of Italy.[7]

In 1929, the Lateran Treaty between Italy and the Holy See established the Vatican City State, guaranteeing papal independence from secular rule.[7]

In 1950, the pope defined the Assumption of Mary as dogma, the only time that a pope has spoken ex cathedra since papal infallibility was explicitly declared.

The Petrine Doctrine is still controversial as an issue of doctrine that continues to divide the eastern and western churches and separate Protestants from Rome.
Saint Peter and the origin of the office
See also: Primacy of Simon Peter

The Catholic Church teaches that, within the Christian community, the bishops as a body have succeeded to the body of the apostles and the Bishop of Rome has succeeded to Saint Peter.[73]

Scriptural texts proposed in support of Peter’s special position in relation to the church include the words of Jesus to him:

I tell you, you are Peter, and on this rock I will build my church, and the gates of hell shall not prevail against it. I will give you the keys of the kingdom of heaven, and whatever you bind on earth shall be bound in heaven, and whatever you loose on earth shall be loosed in heaven.[74]

Simon, Simon, behold, Satan demanded to have you, that he might sift you like wheat, but I have prayed for you that your faith may not fail. And when you have turned again, strengthen your brothers.[75]

Feed my sheep.[76]

The symbolic keys in the papal coats of arms are a reference to the phrase “the keys of the kingdom of heaven” in the first of these texts. Some Protestant writers have maintained that the “rock” that Jesus speaks of in this text is Jesus himself or the faith expressed by Peter.[77][78][79][80][81][82] The Encyclopaedia Britannica comments that “the consensus of the great majority of scholars today is that the most obvious and traditional understanding should be construed, namely, that rock refers to the person of Peter”.[83]
Election, death and resignation
Election
Main article: Papal conclave
The Giving of the Keys to Saint Peter painted by Pietro Perugino (1492)

The pope was originally chosen by those senior clergymen resident in and near Rome. In 1059 the electorate was restricted to the Cardinals of the Holy Roman Church, and the individual votes of all Cardinal Electors were made equal in 1179. Officially, any male baptized Catholic is eligible to be pope.[citation needed] However, Pope Urban VI, elected 1378, was the last pope who was not already a cardinal at his election. Canon law requires that if a non-bishop is elected, he receives episcopal consecration from the Dean of the College of Cardinals before assuming the pontificate.[citation needed] Under present canon law, the pope is elected by the cardinal electors, comprising those cardinals who are under the age of 80.

The Second Council of Lyons was convened on 7 May 1274, to regulate the election of the pope. This Council decreed that the cardinal electors must meet within ten days of the pope’s death, and that they must remain in seclusion until a pope has been elected; this was prompted by the three-year Sede Vacante following the death of Pope Clement IV in 1268. By the mid-16th century, the electoral process had evolved into its present form, allowing for variation in the time between the death of the pope and the meeting of the cardinal electors.

Traditionally, the vote was conducted by acclamation, by selection (by committee), or by plenary vote. Acclamation was the simplest procedure, consisting entirely of a voice vote, and was last used in 1621. Pope John Paul II abolished vote by acclamation and by selection by committee, and henceforth election will be by full vote by ballot of the Sacred College of Cardinals.
The conclave in Konstanz where Pope Martin V was elected

The election of the pope almost always takes place in the Sistine Chapel, in a sequestered meeting called a “conclave” (so called because the cardinal electors are theoretically locked in, cum clave, i.e., with key, until they elect a new pope). Three cardinals are chosen by lot to collect the votes of absent cardinal electors (by reason of illness), three are chosen by lot to count the votes, and three are chosen by lot to review the count of the votes. The ballots are distributed and each cardinal elector writes the name of his choice on it and pledges aloud that he is voting for “one whom under God I think ought to be elected” before folding and depositing his vote on a plate atop a large chalice placed on the altar (in the 2005 conclave, a special urn was used for this purpose instead of a chalice and plate). The plate is then used to drop the ballot into the chalice, making it difficult for electors to insert multiple ballots. Before being read, the ballots are counted while still folded; if the number of ballots does not match the number of electors, the ballots are burned unopened and a new vote is held. Otherwise, each ballot is read aloud by the presiding Cardinal, who pierces the ballot with a needle and thread, stringing all the ballots together and tying the ends of the thread to ensure accuracy and honesty. Balloting continues until someone is elected by a two-thirds majority.[84]
The formal declaration of “Habemus Papam” after the election of Pope Martin V

One of the most prominent aspects of the papal election process is the means by which the results of a ballot are announced to the world. Once the ballots are counted and bound together, they are burned in a special stove erected in the Sistine Chapel, with the smoke escaping through a small chimney visible from St. Peter’s Square. The ballots from an unsuccessful vote are burned along with a chemical compound to create black smoke, or fumata nera. (Traditionally, wet straw was used to produce the black smoke, but this was not completely reliable. The chemical compound is more reliable than the straw.) When a vote is successful, the ballots are burned alone, sending white smoke (fumata bianca) through the chimney and announcing to the world the election of a new pope. Starting with the 2005 conclave,[85] church bells are also rung as a signal that a new pope has been chosen.

The Dean of the College of Cardinals then asks two solemn questions of the cardinal who has been elected. First he asks, “Do you freely accept your election as Supreme Pontiff?” If he replies with the word “Accepto”, his reign begins at that instant, not at the inauguration ceremony several days afterward. The Dean then asks, “By what name shall you be called?” The new pope then announces the regnal name he has chosen. (If the Dean is elected pope, the Vice Dean performs this task.)

The new pope is led through the “Door of Tears” to a dressing room where three sets of white papal vestments (immantatio) await: small, medium, and large. Donning the appropriate vestments and reemerging into the Sistine Chapel, the new pope is given the “Fisherman’s Ring” by the Camerlengo of the Holy Roman Church, whom he first either reconfirms or reappoints. The pope then assumes a place of honor as the rest of the cardinals wait in turn to offer their first “obedience” (adoratio) and to receive his blessing.

The Senior Cardinal Deacon then announces from a balcony over St. Peter’s Square the following proclamation: Annuntio vobis gaudium magnum! Habemus Papam! (“I announce to you a great joy! We have a pope!”). He then announces the new pope’s Christian name along with his newly chosen regnal name.

Until 1978 the pope’s election was followed in a few days by the Papal coronation. A procession with great pomp and circumstance formed from the Sistine Chapel to St. Peter’s Basilica, with the newly elected pope borne in the sedia gestatoria. There, after a solemn Papal Mass, the new pope was crowned with the triregnum (papal tiara) and he gave for the first time as pope the famous blessing Urbi et Orbi (“to the City [Rome] and to the World”). Another renowned part of the coronation was the lighting of a bundle of flax at the top of a gilded pole, which would flare brightly for a moment and then promptly extinguish, with the admonition Sic transit gloria mundi (“Thus passes worldly glory”). A similar warning against papal hubris made on this occasion was the traditional exclamation “Annos Petri non videbis”, reminding the newly crowned pope that he would not live to see his rule lasting as long as that of St. Peter, who according to tradition headed the church for 35 years and has thus far been the longest reigning pope in the history of the Catholic Church.[86]

A traditionalist Catholic belief claims the existence of a Papal Oath sworn, at their coronation, by all popes from Pope Agatho to Pope Paul VI, but which since the abolition of the coronation ceremony is no longer used. There is no reliable authority for this claim.

The Latin term sede vacante (“while the see is vacant”)[87] refers to a papal interregnum, the period between the death or resignation of a pope and the election of his successor. From this term is derived the term sedevacantism, which designates a category of dissident Catholics who maintain that there is no canonically and legitimately elected pope, and that there is therefore a Sede Vacante. One of the most common reasons for holding this belief is the idea that the reforms of the Second Vatican Council and especially the replacement of the Tridentine Mass with the Mass of Paul VI are heretical, and that those responsible for initiating and maintaining these changes are heretics and not true popes.[88][89][90] Sedevacantists are considered to be schismatics by the mainstream Roman Catholic Church.

For centuries, from 1378 on, those elected to the papacy were predominantly Italians. Prior to the election of the Polish cardinal Karol Wojtyla as Pope John Paul II in 1978, the last non-Italian was Pope Adrian VI of the Netherlands, elected in 1522. John Paul II was followed by the German-born Benedict XVI, who was in turn followed by Argentinian-born Francis.
Death
Funeral of Pope John Paul II at the Vatican in 2005, presided over by Cardinal Ratzinger, the future Pope Benedict XVI

The current regulations regarding a papal interregnum—that is, a sede vacante (“vacant seat”)—were promulgated by John Paul II in his 1996 document Universi Dominici Gregis. During the “sede vacante” period, the College of Cardinals is collectively responsible for the government of the Church and of the Vatican itself, under the direction of the Camerlengo of the Holy Roman Church; however, canon law specifically forbids the cardinals from introducing any innovation in the government of the Church during the vacancy of the Holy See. Any decision that requires the assent of the pope has to wait until the new pope has been elected and accepts office.

In recent centuries, when a pope was judged to have died, it was reportedly traditional for the Cardinal Chamberlain to confirm the death ceremonially by gently tapping the pope’s head thrice with a silver hammer, calling his birth name each time. This was certainly not done on the deaths of Popes John Paul I[91] and John Paul II.[92] The Cardinal Chamberlain then retrieves the Ring of the Fisherman and cuts it in two in the presence of the Cardinals. The Pope’s seals are defaced, to keep them from ever being used again, and his personal apartment is sealed.

The body then lies in state for several days before being interred in the crypt of a leading church or cathedral; all who have died in the 20th and 21st centuries have been interred in St. Peter’s Basilica. A nine-day period of mourning (novendialis) follows the interment.
Resignation
Main article: Papal resignation

The Code of Canon Law[93] states, “If it happens that the Roman Pontiff resigns his office, it is required for validity that the resignation is made freely and properly manifested but not that it is accepted by anyone.”
Titles
Papal styles of
Pope
Emblem of the Papacy SE.svg
Reference style His Holiness
Spoken style Your Holiness
Religious style Holy Father
Posthumous style NA
Official list of titles

The official list of titles of the Pope, in the order in which they are given in the Annuario Pontificio, is: Bishop of Rome, Vicar of Jesus Christ, Successor of the Prince of the Apostles, Supreme Pontiff of the Universal Church, Primate of Italy, Archbishop and Metropolitan of the Roman Province, Sovereign of the State of Vatican City, Servant of the Servants of God.[94]
Pope

The best-known title, that of “Pope”, does not appear in the official list, but is commonly used in the titles of documents, and appears, in abbreviated form, in their signatures. Thus Pope Paul VI signed as “Paulus PP. VI”, the “PP.” standing for “Papa” (“Pope”).[95][96][97][98][99]

The title “Pope” was from the early 3rd century an honorific designation used for any bishop in the West.[100] In the East it was used only for the Bishop of Alexandria.[100] Pope Marcellinus (d. 304) is the first Bishop of Rome shown in sources to have had the title “Pope” used of him. From the 6th century, the imperial chancery of Constantinople normally reserved this designation for the Bishop of Rome.[100] From the early 6th century, it began to be confined in the West to the Bishop of Rome, a practice that was firmly in place by the 11th century,[100] when Pope Gregory VII declared it reserved for the Bishop of Rome.

In Eastern Christianity, where the title “Pope” is used also of the Bishop of Alexandria, the Bishop of Rome is often referred to as the “Pope of Rome”, regardless of whether the speaker or writer is in communion with Rome or not.
Vicar of Jesus Christ

“Vicar of Jesus Christ” (Vicarius Iesu Christi) is one of the official titles of the Pope given in the Annuario Pontificio. It is commonly used in the slightly abbreviated form “Vicar of Christ” (Vicarius Christi). While it is only one of the terms with which the Pope is referred to as “Vicar”, it is “more expressive of his supreme headship of the Church on earth, which he bears in virtue of the commission of Christ and with vicarial power derived from him”, a vicarial power believed to have been conferred on Saint Peter when Christ said to him: “Feed my lambs…Feed my sheep” (John 21:16-17).[101]

The first record of the application of this title to a Bishop of Rome appears in a synod of 495 with reference to Pope Gelasius I.[102] But at that time, and down to the 9th century, other bishops too referred to themselves as vicars of Christ, and for another four centuries this description was sometimes used of kings and even judges,[103] as it had been used in the 5th and 6th centuries to refer to the Byzantine emperor.[104] Earlier still, in the 3rd century, Tertullian used “vicar of Christ” to refer to the Holy Spirit[105][106] sent by Jesus.[107] Its use specifically for the Pope appears in the 13th century in connection with the reforms of Pope Innocent III,[104] as can be observed already in his 1199 letter to Leo I, King of Armenia.[108] Other historians suggest that this title was already used in this way in association with the pontificate of Pope Eugenius III (1145–1153).[102]

This title “Vicar of Christ” is thus not used of the Pope alone and has been used of all bishops since the early centuries.[109] The Second Vatican Council referred to all bishops as “vicars and ambassadors of Christ”,[110] and this description of the bishops was repeated by Pope John Paul II in his encyclical Ut unum sint, 95. The difference is that the other bishops are vicars of Christ for their own local churches, the Pope is vicar of Christ for the whole Church.[111]

On at least one occasion the title “Vicar of God” (a reference to Christ as God) was used of the pope.[101]

The title “Vicar of Peter” (Vicarius Petri) is used only of the Pope, not of other bishops. Variations of it include: “Vicar of the Prince of the Apostles” (Vicarius Principis Apostolorum) and “Vicar of the Apostolic See” (Vicarius Sedis Apostolicae).[101] Saint Boniface described Pope Gregory II as vicar of Peter in the oath of fealty that he took in 722.[112] In today’s Roman Missal, the description “vicar of Peter” is found also in the collect of the Mass for a saint who was a pope.[113]
Pontiff
Entrance to Vatican City, with inscription “Benedictus XVI Pont(ifex) Max(imus) Anno Domini MMV Pont(ificatus) I.”, i.e., “Benedict XVI, Pontifex Maximus, in the year of Our Lord 2005, the first year of his pontificate.”

The term “pontiff” is derived from the Latin word pontifex, which literally means “bridge builder” (pons + facere) and which designated a member of the principal college of priests in ancient Rome.[114][115] The Latin word was translated into ancient Greek variously: as ἱεροδιδάσκαλος, ἱερονόμος, ἱεροφύλαξ, ἱεροφάντης,[116] or ἀρχιερεύς (high priest)[117][118] The head of the college was known as the Pontifex Maximus (the greatest pontiff).[119]

In Christian use, pontifex appears in the Vulgate translation of the New Testament to indicate the Jewish high priest (in the original, ἀρχιερεύς).[120] The term came to be applied to any Christian bishop,[121] but since the 11th century commonly refers specifically to the Bishop of Rome,[122] who is more strictly called the “Roman Pontiff”. The use of the term to refer to bishops in general is reflected in the terms “Roman Pontifical” (a book containing rites reserved for bishops, such as confirmation and ordination)[123] and “pontificals” (the insignia of bishops).[124]

The Annuario Pontificio lists as one of the official titles of the pope that of “Supreme Pontiff of the Universal Church” (in Latin, Summus Pontifex Ecclesiae Universalis).[125] He is also commonly called the Supreme Pontiff or the Sovereign Pontiff (in Latin, Summus Pontifex).

Pontifex Maximus, similar in meaning to Summus Pontifex, is a title commonly found in inscriptions on papal buildings, paintings, statues and coins, usually abbreviated as “Pont. Max” or “P.M.” The office of pontifex maximus, or head of the college of pontiffs, was held by Julius Caesar and thereafter by the Roman emperors until Gratian (375-383) relinquished it.[126][127][128] Tertullian, when he had become a Montanist, used the title derisively of either the Pope or the Bishop of Carthage.[129] The Popes began to use this title regularly only in the 15th century.[129]
Servant of the Servants of God

Although the description “servant of the servants of God” was also used by other Church leaders, including St. Augustine and St. Benedict, it was first used extensively as a papal title by Pope St. Gregory the Great, reportedly as a lesson in humility for Patriarch of Constantinople John the Faster, who had assumed the title “Ecumenical Patriarch”. It became reserved for the pope in the 12th century and is used in papal bulls and similar important papal documents.[130]
Patriarch of the West

From 1863 until 2005, the Annuario Pontificio included also the title “Patriarch of the West”. This title was first used by Pope Theodore I in 642, and was only used occasionally. Indeed, it did not begin to appear in the pontifical yearbook until 1863. On 22 March 2006, the Vatican released a statement explaining this omission on the grounds of expressing a “historical and theological reality” and of “being useful to ecumenical dialogue”. The title Patriarch of the West symbolized the pope’s special relationship with, and jurisdiction over, the Latin Church—and the omission of the title neither symbolizes in any way a change in this relationship, nor distorts the relationship between the Holy See and the Eastern Churches, as solemnly proclaimed by the Second Vatican Council.[131]
Other titles

Other titles commonly used are “His Holiness” (either used alone or as an honorific prefix “His Holiness Pope Francis”; and as “Your Holiness” as a form of address)), “Holy Father”. In Spanish and Italian, “Beatísimo/Beatissimo Padre” (Most Blessed Father) is often used in preference to “Santísimo/Santissimo Padre” (Most Holy Father). In the medieval period, “Dominus Apostolicus” (“the Apostolic Lord”) was also used.
Signature
The signature of Pope Benedict XVI
The signature of Pope Benedict XVI

As indicated above, the Pope normally signs documents using the title “Papa” in the abbreviated form “PP.” and with the numeral, as in “Benedictus PP. XVI” (Pope Benedict XVI). Exceptions are bulls of canonization and decrees of ecumenical councils, which the Pope signs with the formula, “Ego N. Episcopus Ecclesiae catholicae”, without the numeral, as in “Ego Benedictus Episcopus Ecclesiae catholicae” (I, Benedict, Bishop of the catholic/universal Church).[132] The Pope’s signature is followed, in bulls of canonization, by those of all the cardinals resident in Rome, and in decrees of ecumenical councils, by the signatures of the other bishops participating in the council, each signing as Bishop of a particular see.

Papal bulls are headed N. Episcopus Servus Servorum Dei (“Name, Bishop, Servant of the Servants of God”). In general, they are not signed by the Pope, but Pope John Paul II introduced in the mid-1980s the custom by which the Pope signs not only bulls of canonization but also, using his normal signature, such as “Benedictus PP. XVI”, bulls of nomination of bishops.
Regalia and insignia
Main article: Papal regalia and insignia

“Triregnum”, also called the “tiara” or “triple crown”, represents the pope’s three functions as “supreme pastor”, “supreme teacher” and “supreme priest”. Recent popes have not, however, worn the triregnum, though it remains the symbol of the papacy and has not been abolished. In liturgical ceremonies the Pope wear an episcopal mitre (an erect cloth hat).
Pastoral Staff topped by a crucifix, a custom established before the 13th century (see papal cross).
Pallium, or pall, a circular band of fabric worn around the neck over the chasuble. It forms a yoke about the neck, breast and shoulders and has two pendants hanging down in front and behind, and is ornamented with six crosses. Previously, the pallium worn by the Pope was identical to those he granted to the primates, but in 2005 Pope Benedict XVI began to use a distinct papal pallium that is larger than the primatial, and was adorned with red crosses instead of black.
“Keys to the Kingdom of Heaven”, the image of two keys, one gold and one silver. The silver key symbolizes the power to bind and loose on Earth, and the gold key the power to bind and loose in Heaven.
Ring of the Fisherman, a gold ring decorated with a depiction of St. Peter in a boat casting his net, with the Pope’s name around it.
Umbraculum (better known in the Italian form ombrellino) is a canopy or umbrella consisting of alternating red and gold stripes, which used to be carried above the pope in processions.
Sedia gestatoria, a mobile throne carried by twelve footmen (palafrenieri) in red uniforms, accompanied by two attendants bearing flabella (fans made of white ostrich feathers), and sometimes a large canopy, carried by eight attendants. The use of the flabella was discontinued by Pope John Paul I. The use of the sedia gestatoria was discontinued by Pope John Paul II.

The coat of arms of the Holy See. That of the State of Vatican City is the same except that the positions of the gold and silver keys are interchanged.[133]

In heraldry, each pope has his own personal coat of arms. Though unique for each pope, the arms are today always surmounted by the two keys in saltire (i.e., crossed over one another so as to form an X) behind the escutcheon (shield) (one silver key and one gold key, tied with a red cord), and above them a silver triregnum with three gold crowns and red infulae (lappets—two strips of fabric hanging from the back of the triregnum which fall over the neck and shoulders when worn). This is blazoned: “two keys in saltire or and argent, interlacing in the rings or, beneath a tiara argent, crowned or”). With the recent election of Benedict XVI in 2005, his personal coat of arms eliminated the papal tiara; a mitre with three horizontal lines is used in its place, with the pallium, a papal symbol of authority more ancient than the tiara, the use of which is also granted to metropolitan archbishops as a sign of communion with the See of Rome, was added underneath of the shield. The distinctive feature of the crossed keys behind the shield was maintained. The omission of the tiara in the Pope’s personal coat of arms, however, did not mean the disappearance of it from papal heraldry, since the coat of arms of the Holy See was kept unaltered.

The flag most frequently associated with the pope is the yellow and white flag of Vatican City, with the arms of the Holy See (blazoned: “Gules, two keys in saltire or and argent, interlacing in the rings or, beneath a tiara argent, crowned or”) on the right-hand side (the “fly”) in the white half of the flag (the left-hand side—the “hoist”—is yellow). The pope’s escucheon does not appear on the flag. This flag was first adopted in 1808, whereas the previous flag had been red and gold, the traditional colors of the papacy. Although Pope Benedict XVI replaced the triregnum with a mitre on his personal coat of arms, it has been retained on the flag.
Status and authority
Main articles: Primacy of the Bishop of Rome and Papal infallibility
To maintain contacts with local clergymen and Catholic communities, the popes grant private audiences as well as public ones. Here the Canons Regular of the Holy Cross from Uden (Netherlands) are received by Pope Pius XII.
First Vatican Council

The status and authority of the Pope in the Catholic Church was dogmatically defined by the First Vatican Council on 18 July 1870. In its Dogmatic Constitution of the Church of Christ, the Council established the following canons:[134]

“If anyone says that the blessed Apostle Peter was not established by the Lord Christ as the chief of all the apostles, and the visible head of the whole militant Church, or, that the same received great honour but did not receive from the same our Lord Jesus Christ directly and immediately the primacy in true and proper jurisdiction: let him be anathema.[135]

If anyone says that it is not from the institution of Christ the Lord Himself, or by divine right that the blessed Peter has perpetual successors in the primacy over the universal Church, or that the Roman Pontiff is not the successor of blessed Peter in the same primacy, let him be anathema.[136]

If anyone thus speaks, that the Roman Pontiff has only the office of inspection or direction, but not the full and supreme power of jurisdiction over the universal Church, not only in things which pertain to faith and morals, but also in those which pertain to the discipline and government of the Church spread over the whole world; or, that he possesses only the more important parts, but not the whole plenitude of this supreme power; or that this power of his is not ordinary and immediate, or over the churches altogether and individually, and over the pastors and the faithful altogether and individually: let him be anathema.[137]

We, adhering faithfully to the tradition received from the beginning of the Christian faith, to the glory of God, our Saviour, the elevation of the Catholic religion and the salvation of Christian peoples, with the approbation of the sacred Council, teach and explain that the dogma has been divinely revealed: that the Roman Pontiff, when he speaks ex cathedra, that is, when carrying out the duty of the pastor and teacher of all Christians by his supreme apostolic authority he defines a doctrine of faith or morals to be held by the universal Church, through the divine assistance promised him in blessed Peter, operates with that infallibility with which the divine Redeemer wished that His church be instructed in defining doctrine on faith and morals; and so such definitions of the Roman Pontiff from himself, but not from the consensus of the Church, are unalterable. But if anyone presumes to contradict this definition of Ours, which may God forbid: let him be anathema.”[138]
Second Vatican Council
Pope Pius XII, wearing the traditional 1877 Papal Tiara, is carried through St Peter’s Basilica on a sedia gestatoria c. 1955.

In its Dogmatic Constitution on the Church (1964), the Second Vatican Council declared:

“Among the principal duties of bishops the preaching of the Gospel occupies an eminent place. For bishops are preachers of the faith, who lead new disciples to Christ, and they are authentic teachers, that is, teachers endowed with the authority of Christ, who preach to the people committed to them the faith they must believe and put into practice, and by the light of the Holy Spirit illustrate that faith. They bring forth from the treasury of Revelation new things and old, making it bear fruit and vigilantly warding off any errors that threaten their flock. Bishops, teaching in communion with the Roman Pontiff, are to be respected by all as witnesses to divine and Catholic truth. In matters of faith and morals, the bishops speak in the name of Christ and the faithful are to accept their teaching and adhere to it with a religious assent. This religious submission of mind and will must be shown in a special way to the authentic magisterium of the Roman Pontiff, even when he is not speaking ex cathedra; that is, it must be shown so that his supreme magisterium is acknowledged with reverence, the judgments made by him are sincerely adhered to, according to his manifest mind and will. His mind and will in the matter may be known either from the character of the documents, from his frequent repetition of the same doctrine, or from his manner of speaking.

… this infallibility with which the Divine Redeemer willed His Church to be endowed in defining doctrine of faith and morals, extends as far as the deposit of Revelation extends, which must be religiously guarded and faithfully expounded. And this is the infallibility which the Roman Pontiff, the head of the college of bishops, enjoys in virtue of his office, when, as the supreme shepherd and teacher of all the faithful, who confirms his brethren in their faith, by a definitive act he proclaims a doctrine of faith or morals. And therefore his definitions, of themselves, and not from the consent of the Church, are justly styled irreformable, since they are pronounced with the assistance of the Holy Spirit, promised to him in blessed Peter, and therefore they need no approval of others, nor do they allow an appeal to any other judgment. For then the Roman Pontiff is not pronouncing judgment as a private person, but as the supreme teacher of the universal Church, in whom the charism of infallibility of the Church itself is individually present, he is expounding or defending a doctrine of Catholic faith. The infallibility promised to the Church resides also in the body of Bishops, when that body exercises the supreme magisterium with the successor of Peter. To these definitions the assent of the Church can never be wanting, on account of the activity of that same Holy Spirit, by which the whole flock of Christ is preserved and progresses in unity of faith.”[139]

On 11 October 2012, on the occasion of the 50th anniversary of the opening of the Second Vatican Council 60 prominent theologians, (including Hans Küng), put out a Declaration, stating that the intention of Vatican II to balance authority in the Church has not been realised. “Many of the key insights of Vatican II have not at all, or only partially, been implemented . . . A principal source of present-day stagnation lies in misunderstanding and abuse affecting the exercise of authority in our Church.”[140]
Politics of the Holy See
The Holy See
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Pope Pius VII, bishop of Rome, seated, next to Cardinal Caprara. The Pope wears the pallium, a liturgical vestment that is used heraldically at the foot of the coat of arms of Benedict XVI.
Residence and jurisdiction

The pope’s official seat or cathedral is the Archbasilica of St. John Lateran, and his official residence is the Palace of the Vatican. He also possesses a summer residence at Castel Gandolfo, situated on the site of the ancient city of Alba Longa. Until the time of the Avignon Papacy, the residence of the Pope was the Lateran Palace, donated by the Roman Emperor Constantine the Great.

The Pope’s ecclesiastical jurisdiction (the Holy See) is distinct from his secular jurisdiction (Vatican City). It is the Holy See that conducts international relations; for hundreds of years, the papal court (the Roman Curia) has functioned as the government of the Catholic Church.

The names “Holy See” and “Apostolic See” are ecclesiastical terminology for the ordinary jurisdiction of the Bishop of Rome (including the Roman Curia); the pope’s various honors, powers, and privileges within the Catholic Church and the international community derive from his Episcopate of Rome in lineal succession from the Apostle Saint Peter (see Apostolic Succession). Consequently, Rome has traditionally occupied a central position in the Catholic Church, although this is not necessarily so. The Pope derives his pontificate from being Bishop of Rome but is not required to live there; according to the Latin formula ubi Papa, ibi Curia, wherever the Pope resides is the central government of the Church, provided that the pope is Bishop of Rome. As such, between 1309 and 1378, the popes lived in Avignon, France (see Avignon Papacy), a period often called the Babylonian Captivity in allusion to the Biblical exile of Israel.

Though the Pope is the diocesan Bishop of the Diocese of Rome, he delegates most of the day-to-day work of leading the diocese to the Cardinal Vicar, who assures direct episcopal oversight of the diocese’s pastoral needs, not in his own name but in that of the Pope. The current Cardinal Vicar is Agostino Vallini, who was appointed to the office in June 2008.
Political role
Main article: Politics of Vatican City
Sovereign of the State of the Vatican City
Coat of arms of the Vatican City.svg
Coat of Arms of the Vatican
Card. Jorge Bergoglio SJ, 2008.jpg
Incumbent:
Francis
Style His Holiness
Residence Papal Palace
First Sovereign Pope Pius XI
Formation 11 February 1929
Website http://www.va
Antichristus, a woodcut by Lucas Cranach of the pope using the temporal power to grant authority to a generously contributing ruler

Though the progressive Christianisation of the Roman Empire in the 4th century did not confer upon bishops civil authority within the state, the gradual withdrawal of imperial authority during the 5th century left the pope the senior imperial civilian official in Rome, as bishops were increasingly directing civil affairs in other cities of the Western Empire. This status as a secular and civil ruler was vividly displayed by Pope Leo I’s confrontation with Attila in 452. The first expansion of papal rule outside of Rome came in 728 with the Donation of Sutri, which in turn was substantially increased in 754, when the Frankish ruler Pippin the Younger gave to the pope the land from his conquest of the Lombards. The pope may have utilized the forged Donation of Constantine to gain this land, which formed the core of the Papal States. This document, accepted as genuine until the 15th century, states that Constantine I placed the entire Western Empire of Rome under papal rule. In 800 Pope Leo III crowned the Frankish ruler Charlemagne as Roman Emperor, a major step toward establishing what later became known as the Holy Roman Empire; from that date onward the popes claimed the prerogative to crown the Emperor, though the right fell into disuse after the coronation of Charles V in 1530. Pope Pius VII was present at the coronation of Napoleon I in 1804, but did not actually perform the crowning. As mentioned above, the pope’s sovereignty over the Papal States ended in 1870 with their annexation by Italy.

Popes like Alexander VI, an ambitious if spectacularly corrupt politician, and Pope Julius II, a formidable general and statesman, were not afraid to use power to achieve their own ends, which included increasing the power of the papacy. This political and temporal authority was demonstrated through the papal role in the Holy Roman Empire (especially prominent during periods of contention with the Emperors, such as during the Pontificates of Pope Gregory VII and Pope Alexander III). Papal bulls, interdict, and excommunication (or the threat thereof) have been used many times to increase papal power. The Bull Laudabiliter in 1155 authorized Henry II of England to invade Ireland. In 1207, Innocent III placed England under interdict until King John made his kingdom a fiefdom to the Pope, complete with yearly tribute, saying, “we offer and freely yield…to our lord Pope Innocent III and his catholic successors, the whole kingdom of England and the whole kingdom of Ireland with all their rights and appurtenences for the remission of our sins”.[141] The Bull Inter caetera in 1493 led to the Treaty of Tordesillas in 1494, which divided the world into areas of Spanish and Portuguese rule. The Bull Regnans in Excelsis in 1570 excommunicated Elizabeth I of England and declared that all her subjects were released from all allegiance to her. The Bull Inter Gravissimas in 1582 established the Gregorian Calendar.[142]
International position

Under international law, a serving head of state has sovereign immunity from the jurisdiction of the courts of other countries, though not from that of international tribunals.[143][144] This immunity is sometimes loosely referred to as “diplomatic immunity”, which is, strictly speaking, the immunity enjoyed by the diplomatic representatives of a head of state.

International law treats the Holy See, essentially the central government of the Roman Catholic Church, as the juridical equal of a state. It is distinct from the state of Vatican City, existing for many centuries before the foundation of the latter. (It is common, however, for publications to use “Holy See”, “Vatican/Vatican City”, and even “Rome” interchangeably, and incorrectly.) Most countries of the world maintain the same form of diplomatic relations with the Holy See that they entertain with other states. Even countries without those diplomatic relations participate in international organizations of which the Holy See is a full member.

It is as head of the Holy See, not of Vatican City, that the U.S. Justice Department ruled that the Pope enjoys head-of-state immunity.[145] This head-of-state immunity, recognized by the United States, must be distinguished from that envisaged under the United States’ Foreign Sovereign Immunities Act of 1976, which, while recognizing the basic immunity of foreign governments from being sued in American courts, lays down nine exceptions, including commercial activity and actions in the United States by agents or employees of the foreign governments. It was in relation to the latter that, in November 2008, the United States Court of Appeals in Cincinnati decided that a case over sexual abuse by Catholic priests could proceed, provided the plaintiffs could prove that the bishops accused of negligent supervision were acting as employees or agents of the Holy See and were following official Holy See policy.[146][147]

In April 2010 there was press coverage in Britain concerning a proposed plan by atheist campaigners and a prominent barrister to have Pope Benedict XVI arrested and prosecuted in the UK for alleged offences, dating from several decades before, in failing to take appropriate action regarding Catholic sex abuse cases and concerning their disputing his immunity from prosecution in that country.[148] This was generally dismissed as “unrealistic and spurious”.[149] Another barrister said that it was a “matter of embarrassment that a senior British lawyer would want to allow himself to be associated with such a silly idea”.[150]
Objections to the papacy
Antichristus, by Lucas Cranach the Elder, from Luther’s 1521 Passionary of the Christ and Antichrist. The Pope is signing and selling indulgences.

The Pope’s claim to authority is either disputed or not recognised at all by other churches. The reasons for these objections differ from denomination to denomination.
Orthodox, Anglican and Old Catholic churches

Other traditional Christian churches (Assyrian Church of the East, the Oriental Orthodox Church, the Eastern Orthodox Church, the Old Catholic Church, the Anglican Communion, the Independent Catholic Churches, etc.) accept the doctrine of Apostolic Succession and, to varying extents, papal claims to a primacy of honour while generally rejecting that the pope is the successor to Peter in any unique sense not true of any other bishop. Primacy is regarded as a consequence of the pope’s position as bishop of the original capital city of the Roman Empire, a definition explicitly spelled out in the 28th canon of the Council of Chalcedon. These churches see no foundation to papal claims of universal immediate jurisdiction, or to claims of papal infallibility. Several of these churches refer to such claims as ultramontanism.
Protestant denominations
Main article: Historicism (Christianity)

Many Christian denominations reject the claims of Petrine primacy of honor, Petrine primacy of jurisdiction, and papal infallibility. These denominations vary from simply not accepting the Pope’s claim to authority as legitimate and valid, to believing that the Pope is the Antichrist[151] from 1 John 2:18, the Man of Sin from 2 Thessalonians 2:3-12,[152] and the Beast out of the Earth from Revelation 13:11-18.[153] The sweeping rejection includes some denominations of Lutherans: Confessional Lutherans hold that the pope is the Antichrist, stating that this article of faith is part of a quia rather than quatenus subscription to the Book of Concord. In 1932, the Lutheran Church – Missouri Synod (LCMS) adopted A Brief Statement of the Doctrinal Position of the Missouri Synod, which a small number of Lutheran church bodies now hold. The Lutheran Churches of the Reformation[1], the Concordia Lutheran Conference[2], the Church of the Lutheran Confession[3], and the Illinois Lutheran Conference [4] all hold to Brief Statement, which the LCMS adopted in 1932 and places in its website.[154]
Christus, by Lucas Cranach. This woodcut of John 13:14–17 is from Passionary of the Christ and Antichrist. Cranach shows Jesus kissing Peter’s foot during the footwashing. This stands in contrast to the opposing woodcut, where the Pope demands others kiss his feet.
Antichristus, by the Lutheran Lucas Cranach the Elder. This woodcut of the traditional practice of kissing the Pope’s toe is from Passionary of the Christ and Antichrist. The two fingers the Pope is holding up symbolizes his claim[citation needed] to be the Church’s substitute for Christ’s earthly presence.

43. As to the Antichrist we teach that the prophecies of the Holy Scriptures concerning the Antichrist, 2 Thess. 2:3-12;`1 John 2:18, have been fulfilled in the Pope of Rome and his dominion. All the features of the Antichrist as drawn in these prophecies, including the most abominable and horrible ones, for example, that the Antichrist “as God sitteth in the temple of God”, 2 Thess. 2:4; that he anathematizes the very heart of the Gospel of Christ, that is, the doctrine of the forgiveness of sins by grace alone, for Christ’s sake alone, through faith alone, without any merit or worthiness in man (Rom. 3:20-28; Gal. 2:16); that he recognizes only those as members of the Christian Church who bow to his authority; and that, like a deluge, he had inundated the whole Church with his antichristian doctrines till God revealed him through the Reformation—these very features are the outstanding characteristics of the Papacy. (Cf. Smalcald Articles, Triglot, p. 515, Paragraphs 39-41; p. 401, Paragraph 45; M. pp. 336, 258.) Hence we subscribe to the statement of our Confessions that the Pope is “the very Antichrist.” (Smalcald Articles, Triglot, p. 475, Paragraph 10; M., p. 308.)

The claim of temporal power over all secular governments, including territorial claims in Italy, raises objection.[155] The papacy’s complex relationship with secular states such as the Roman and Byzantine Empires are also objections. Some disapprove of the autocratic character of the papal office.[156] In Western Christianity these objections both contributed to and are products of the Protestant Reformation.
Antipopes
Main articles: Antipope and Western Schism

Groups sometimes form around antipopes, who claim the Pontificate without being canonically and properly elected to it.

Traditionally, this term was reserved for claimants with a significant following of cardinals or other clergy. The existence of an antipope is usually due either to doctrinal controversy within the Church (heresy) or to confusion as to who is the legitimate pope at the time (see schism). Briefly in the 15th century, three separate lines of popes claimed authenticity (see Papal Schism). Even Catholics do not all agree whether certain historical figures were popes or antipopes. Though antipope movements were significant at one time, they are now overwhelmingly minor fringe causes.
Other uses of the title “pope”

In the earlier centuries of Christianity, the title “Pope”, meaning “father”, had been used by all bishops. Some popes used the term and others didn’t. Eventually, the title became associated especially with the Bishop of Rome. In a few cases, the term is used for other Christian clerical authorities.
In the Roman Catholic Church

The “Black Pope” is a name that was popularly, but unofficially, given to the Superior General of the Society of Jesus due to the Jesuits’ importance within the Church. This name, based on the black colour of his cassock, was used to suggest a parallel between him and the “White Pope” (since the time of Pope Pius V the Popes dress in white) and the Cardinal Prefect of the Congregation for the Evangelization of Peoples (formerly called the Sacred Congregation for the Propagation of the Faith), whose red cardinal’s cassock gave him the name of the “Red Pope” in view of the authority over all territories that were not considered in some way Catholic. In the present time this cardinal has power over mission territories for Catholicism, essentially the Churches of Africa and Asia,[157] but in the past his competence extended also to all lands where Protestants or Eastern Christianity was dominant. Some remnants of this situation remain, with the result that, for instance, New Zealand is still in the care of this Congregation.
In the Eastern Churches

Since the papacy of Heraclas in the 3rd century, the Bishop of the Alexandria in both the Coptic Orthodox Church of Alexandria and the Greek Orthodox Church of Alexandria continue to be called “Pope”, the former being called “Coptic Pope” or, more properly, “Pope and Patriarch of All Africa on the Holy Orthodox and Apostolic Throne of Saint Mark the Evangelist and Holy Apostle” and the last called “Pope and Patriarch of Alexandria and All Africa”.

In the Bulgarian Orthodox Church, Russian Orthodox Church and Serbian Orthodox Church, it is not unusual for a village priest to be called a “pope” (“поп” pop). However, this should be differentiated from the words used for the head of the Catholic Church (Bulgarian “папа” papa, Russian “папа римский” papa rimskiy).
In new religious movements

Some new religious movements, especially those that have disassociated themselves from the Catholic Church yet retain a Catholic hierarchical framework, will use the designation “pope” for a movement’s founder or current leader. One example in Africa is the Legio Maria Church of Africa. Another example is Cao Dai, a Vietnamese faith that duplicates the Catholic hierarchy, which is declared legitimate by religious authorities in Cao Dai due to the fact that, according to them, God created both Catholicism and Cao Dai.
Lengths of papal reign
Longest-reigning popes
Pope Pius IX, the longest-reigning pope

Although the average reign of the pope from the Middle Ages was a decade, a number of those whose reign lengths can be determined from contemporary historical data are the following:

Pius IX (1846–1878): 31 years, 7 months and 23 days (11,560 days).
John Paul II (1978–2005): 26 years, 5 months and 18 days (9,665 days).
Leo XIII (1878–1903): 25 years, 5 months and 1 day (9,281 days).
Pius VI (1775–1799): 24 years, 6 months and 15 days (8,962 days).
Adrian I (772–795): 23 years, 10 months and 25 days (8,729 days).
Pius VII (1800–1823): 23 years, 5 months and 7 days (8,560 days).
Alexander III (1159–1181): 21 years, 11 months and 24 days (8,029 days).
St. Sylvester I (314–335): 21 years, 11 months and 1 day (8,005 days).
St. Leo I (440–461): 21 years, 1 month, and 13 days (7,713 days).
Urban VIII (1623–1644): 20 years, 11 months and 24 days (7,664 days).

Shortest-reigning popes
Pope Urban VII, the shortest-reigning pope

There have been a number of popes whose reign lasted about a month or less. In the following list the number of calendar days includes partial days. Thus, for example, if a pope’s reign commenced on 1 August and he died on 2 August, this would count as having reigned for two calendar days.

Urban VII (15–27 September 1590): reigned for 13 calendar days, died before coronation.
Boniface VI (April 896): reigned for 16 calendar days
Celestine IV (25 October – 10 November 1241): reigned for 17 calendar days, died before consecration.
Theodore II (December 897): reigned for 20 calendar days
Sisinnius (15 January – 4 February 708): reigned for 21 calendar days
Marcellus II (9 April – 1 May 1555): reigned for 23 calendar days
Damasus II (17 July – 9 August 1048): reigned for 24 calendar days
Pius III (22 September – 18 October 1503): reigned for 27 calendar days
Leo XI (1–27 April 1605): reigned for 28 calendar days
Benedict V (22 May – 23 June 964): reigned for 33 calendar days
John Paul I (26 August – 28 September 1978): reigned for 34 calendar days.

Stephen (23–26 March 752), died of stroke three days after his election, and before his consecration as a bishop. He is not recognized as a valid pope, but was added to the lists of popes in the 15th century as Stephen II, causing difficulties in enumerating later popes named Stephen. The Holy See’s Annuario Pontificio, in its list of popes and antipopes, attaches a footnote to its mention of Stephen II (III): “On the death of Zachary the Roman priest Stephen was elected; but, since four days later he died, before his consecratio, which according to the canon law of the time was the true commencement of his pontificate, his name is not registered in the Liber Pontificalis nor in other lists of the Popes.”[158]
See also

Caesaropapism
Investiture Controversy
Legends surrounding the papacy
List of canonised popes
List of current Christian leaders
List of Popes

Papal inauguration
Papal name
Papal Slippers
Prophecy of the Popes

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Footnotes
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^ Wesley (1703–1791), John. “Commentary on Matthew 16”. “John Wesley’s Explanatory Notes on the Whole Bible”. “Verse 18. On this rock – Alluding to his name, which signifies a rock, namely, the faith which thou hast now professed; I will build my Church – But perhaps when our Lord uttered these words, he pointed to himself, in like manner as when he said, Destroy this temple, John 2:19; meaning the temple of his body. And it is certain, that as he is spoken of in Scripture, as the only foundation of the Church, so this is that which the apostles and evangelists laid in their preaching. It is in respect of laying this, that the names of the twelve apostles (not of St. Peter only) were equally inscribed on the twelve foundations of the city of God, Revelation 21:14. The gates of hell – As gates and walls were the strength of cities, and as courts of judicature were held in their gates, this phrase properly signifies the power and policy of Satan and his instruments. Shall not prevail against it – Not against the Church universal, so as to destroy it. And they never did. There hath been a small remnant in all ages.” http://studylight.org/com/wen/view.cgi?book=mt&chapter=16&verse=18#Mt16_18
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^ Matthew Henry (1662–1714): “First, Some by this rock understand Peter himself as an apostle, the chief, though not the prince, of the twelve, senior among them, but not superior over them. The church is built upon the foundation of the apostles, Ephesians 2:20. The first stones of that building were laid in and by their ministry; hence their names are said to be written in the foundations of the new Jerusalem, Revelation 21:14…First, Some by this rock understand Peter himself as an apostle, the chief, though not the prince, of the twelve, senior among them, but not superior over them. The church is built upon the foundation of the apostles, Ephesians 2:20. The first stones of that building were laid in and by their ministry; hence their names are said to be written in the foundations of the new Jerusalem, Revelation 21:14. … Thirdly, Others by this rock understand this confession which Peter made of Christ, and this comes all to one with understanding it of Christ himself. It was a good confession which Peter witnessed, Thou art the Christ, the Son of the living God; the rest concurred with him in it. “Now”, saith Christ, “this is that great truth upon which I will build my church.” 1. Take away this truth itself, and the universal church falls to the ground. If Christ be not the Son of God, Christianity is a cheat, and the church is a mere chimera; our preaching is vain, your faith is vain, and you are yet in your sins, 1 Corinthians 15:14-17. If Jesus be not the Christ, those that own him are not of the church, but deceivers and deceived. 2. Take away the faith and confession of this truth from any particular church, and it ceases to be a part of Christ’s church, and relapses to the state and character of infidelity. This is articulus stantis et cadentis ecclesia–that article, with the admission or the denial of which the church either rises or falls; “the main hinge on which the door of salvation turns;” those who let go this, do not hold the foundation; and though they may call themselves Christians, they give themselves the lie; for the church is a sacred society, incorporated upon the certainty and assurance of this great truth; and great it is, and has prevailed.” http://studylight.org/com/mhc-com/view.cgi?book=mt&chapter=16&verse=18#Mt16_18
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Further readingPápa (egyházfő)
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Disambig gray.svg Ez a szócikk a katolikus egyházfővel foglalkozik. A jelenlegi pápát lásd a Ferenc pápa szócikkben!

A pápa címet jelenleg a kopt ortodox egyház, a római katolikus egyház és az alexandriai ortodox egyház feje viseli. A kopt egyházban elsőként Héraklász, Alexandria tizenharmadik püspöke (232–249), a római egyházban elsőként I. János pápa (523–526) viselte. A római katolikus pápa székhelye a történelem folyamán néhány kivételes időszaktól eltekintve Rómában volt, a másik kettőé Alexandriában. Ez a szócikk a továbbiakban a katolikus egyházfőről szól.

Maga a magyar pápa szó (akárcsak a pap és a pópa) a görög pappasz szóból ered, amelynek jelentése „atya” („papa”). Ez a cím illette meg a 4. századig az összes keresztény püspököt is. A keleti egyházszakadás után az ortodox egyházak fejeit már szinte kizárólag a pátriárka címmel illették, és a római egyház vezetője a pápai cím egyedüli viselője lett.
XI. Kelemen pápa egy pénzérmén

A legnagyobb katolikus egyházi méltóság több címet is magában foglal. A pápa teljes címe:

Róma püspöke,
Jézus Krisztus helytartója (vicarius Christi)
Az Apostolfejedelem (Szent Péter) utóda (az apostolutódok, azaz a püspökök testületének vezetője)
Az egyetemes Egyház legfőbb főpapja (az egész katolikus egyház pásztora, Pontifex Maximus)
A Nyugat pátriárkája – XVI. Benedek 2006-ban elhagyta e címet
Itália prímása
A római érseki tartomány metropolitája
Vatikánváros Állam uralkodója
Isten szolgáinak szolgája (Servus Servorum Dei)

Tartalomjegyzék

1 Történeti iskolák a pápaság intézményéről
2 A pápaválasztás
3 A pápa jogköre
4 Zsinatok és pápák
5 Adatok, statisztikák
6 Pápai jelvények
7 Lásd még
8 További információk

Történeti iskolák a pápaság intézményéről [szerkesztés]

A katolikus tanítás szerint a pápa Péter apostol utóda a római püspöki székben és az azzal összefüggő primátusban. A katolikus egyház hagyománya szerint Péter apostol Krisztus után 67-ben Róma első püspökeként halt vértanúhalált. Péternek és utódainak az elsőbbségét az apostolok, ill. a püspökök között az Újszövetségi Szentírás olyan szövegeiből vezetik le, mint például Máté 16. fejezet, 18-19: „Te Péter vagy és én erre a sziklára fogom építeni egyházamat, és ezen az alvilág erői nem fognak győzedelmeskedni. Neked adom a mennyek országának a kulcsait; amit a földön megkötsz, az meg lesz kötve a mennyben is, és amit feloldasz a földön, fel lesz oldva a mennyben is.”

A katolikus hagyománnyal szemben a történészek egy része inkább úgy tartja, a pápaság intézménye csak a 4. századtól kezdett kiformálódni. A kereszténység első három századában azért nem lehet még pápaságról beszélni, mert ekkor még ez a sajátos hatalmi képződmény nem létezett. Róma püspökei a 4. századtól kezdték használni azokat a címeket, amelyek a pápaság meghatározó és elengedhetetlen tartozékai és ismérvei mindmáig. Ezek közé tartozik maga a pápa, azaz atya, Szentatya kifejezés, a pontifex maximus cím, továbbá a Péter apostol utóda, Jézus Krisztus helytartója, az egyház feje titulusok.
A pápaválasztás [szerkesztés]
Searchtool right.svg Bővebben: konklávé

A pápai cím betöltéséről a konklávé dönt, amely a 80 év alatti bíborosokból áll. A konklávé 1241 óta működő rendszerének az 1274-es lyoni 14. egyetemes zsinat adott átfogó szabályozást, amelyen azóta többször változtattak (II. János Pál pápa Universi Dominici Gregis apostoli konstitúciója 1996. február 22., majd XVI. Benedek pápa motu proprio apostoli levele 2013. február 25.). Eszerint a pápai szék megüresedése után legkésőbb 20 nap múlva össze kell ülnie a bíborosok testületének (1870-től a Vatikánban) és ott a legnagyobb titoktartás mellett, kétharmados többséggel kell megválasztaniuk az új pápát.
A pápa jogköre [szerkesztés]

A pápának legfőbb, teljes (törvényhozói, kormányzati és bírói), közvetlen és egyetemes hatalma van az egész katolikus egyházban. Ítélete vagy határozata ellen nincs sem fellebbezés, sem felfolyamodás. Hatalmát megválasztásának elfogadásával nyeri el, ezért beiktatásra nincs szüksége. A pápa hatalmát rendesen a pápai hivatalokon és bíróságokon keresztül gyakorolja. Ezért a pápa halálával a pápai hivatalok irányítóinak megbizatása megszűnik. A pápa feladata a hitletétemény (Depositum Fidei) őrzése, a katolikus tanítás kifejtése és tisztaságának őrzése. Az I. vatikáni zsinat 1870-ben hitigazságként mondta ki, hogy a pápa Isten kegyelme által tévedhetetlen, amikor hit és erkölcs kérdésében, a világegyház püspökeivel egységben, ünnepélyes formában a tévedhetetlenség igényével (ex cathedra Petri) nyilatkozik. E hatalommal a pápák mindösszesen háromszor éltek: IX. Piusz pápa 1854. december 8-án (Ineffabilis Deus: Szűz Mária szeplőtelen fogantatása), XII. Piusz pápa 1950. november 1-jén (Munificentissimus Deus: Szűz Mária mennybevételének dogmája), valamint II. János Pál pápa 1995-ben (Evangaelium vitae: Az emberi élet kioltása erkölcstelen).
Zsinatok és pápák [szerkesztés]

A pápa a püspökök testületének feje. A püspöki kollégium – soha nem feje nélkül – szintén hordozója az egész egyházra szóló legfőbb és teljes hatalomnak. E hatalom ünnepélyes gyakorlása az egyetemes zsinat, amelyre valamennyi püspök meghívást kap. Egyetemes zsinatot egyedül a pápa hívhat össze, rekeszthet be és csak ő elnökölhet rajta (személyesen vagy megbízottja által). Halálával az éppen ülésező zsinat felfüggesztődik. A zsinat napirendjét ő határozza meg és az ő joga a határozatok megerősítése és kihirdetése is.

A történelem folyamán többször felmerült az egyházi főhatalom kérdése. Jóllehet az egyházi törvények mindig a pápai főhatalmat tartalmazták, a pápaság történelmi mélypontjain megerősödött a zsinati főhatalom igénye (konciliarizmus) és a zsinatok szerepe az egyházkormányzatban. A nagy nyugati egyházszakadást lezáró konstanzi zsinat például, amelyet Zsigmond német-római császár és magyar király hívott össze, pápákat mondatott le és választott (V. Márton). A konciliarizmus eszméje később a protestáns egyházak szervezetének kialakulásában vált meghatározóvá.

A pápa és a püspökök együttműködését a II. Vatikáni zsinat (1962-1965) új hangsúlyokkal tárgyalta. Itt kimondták a püspökök kollegialitásának elvét, amely szerint a püspökök amellett, hogy egyházmegyéjük saját pásztorai, az egyetemes egyházért is felelősséget viselnek. E felelősség gyakorlásának fóruma az egyetemes zsinat és a püspöki szinódus.
Adatok, statisztikák [szerkesztés]

Ferenc a 266. pápa, az ellenpápákkal együtt a mai napig 307 pápa uralkodott.
Ebből 32 ellenpápa Rómában, 2 Pisában és 5 Avignonban lépett föl.
Ezen felül további 3 pápa esetében kétségbe vonható uralkodásuk legitimitása.
II. István esete a legkülönösebb. Ugyan megválasztották pápának, de székfoglalása előtt meghalt.
A fennmaradt 265 pápa közül 258 uralkodott Rómában és 7 Avignonban.
A legnépszerűbb név a János volt, összesen 23 pápa, illetve ellenpápa viselte ezt a nevet. 18-cal második helyen áll a Gergely, majd 16-tal a Benedek áll a dobogó alsó fokán. Ferenc nevet 2013-ig még nem választott egyetlen pápa sem.
13 pápa mártírhalált halt (10 pápa 250-ig, újabb három 250-500 között), 2 pápát meggyilkoltak (750-1000 között).

Pápai jelvények [szerkesztés]
I. Szilveszter pápa kezében a pápai hármas kereszt
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Tiara: pápai hármas korona, ékszerekkel, drágakövekkel díszítve. Eredetileg bizánci és perzsa jelkép. A tiarát V. Kelemtől (1314) VI. Pálig (1963) használták koronázásra. A pápai legfőbb hatalom jelképe. A pápai címerekben is szerepel, XVI. Benedek címerében tiara helyett egy infula (süveg) látható.
Pásztorbot: a 7. századtól Hispániában használják. Szimbolikus értelme a pásztori hivatalból ered. II. János Pál pápa óta a pápa feszületet ábrázoló pásztorbotot használ
Pallium: eredetileg négyszögletes ruha az ókorból, a rómaiak kedvelt öltözete, vállra akasztott köpeny. Ma a pápa liturgikus ruházatának darabja. Gyapjúból készült fehér szalag, ami a nyakat gallérként veszi körül, elöl és hátul rövid szárral, hat kis fekete kereszttel beleszőve. A pápával való hűség jeléül az érsekek is viselik.
Pápai kulcsok: a pápai címeren is láthatók, az egyik arany, a másik ezüst. A Földi és a Mennyei Királyságok kulcsai.
Halászgyűrű: aranygyűrű Szent Péter képével.
Sedia gestatoria: pápai trón, amelynek 20. század végi mozgó változata a különleges kialakítású páncélozott gépjármű, a pápamobil.
Pápai kereszt: Körmenetekben és egyéb ünnepélyes liturgikus alkalmakkor közvetlenül a pápa előtt a már az 5. századtól fogva keresztet vittek. Akkor használatos, amikor a pápa az Urbi et Orbi áldáskor kilép a Szent Péter-bazilika erkélyére . Ő maga azonban csak meghatározott alkalmakkor veszi kezébe, így a szentkapu megnyitásakor. A pátriárkák a 15. századtól kezdve, a prímások és az érsekek pedig a 17. századtól kezdve

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